(Mangifera indica L)

                                             "Já viste coisa mais bela
                                                         Do que uma bela mangueira,
                                                               E a doce fruta amarela,
                                                                     Sorrindo entre as folhas dela,
                                                                              E a leve copa altaneira?".

Gonçalves Dias

                    A mangueira, Mangifera indica L., é originária do continente asiático, mais especificamente da Índia. É uma planta de distribuição tropical, capaz de se desenvolver com êxito também em regiões subtropicais. Espécie da família Anacardiaceae (Dicotiledônea), é da mesma família do cajueiro, do imbuzeiro (Spondias cytherea Sonn) . Ela é chamada da rainha das frutas tropicais ou a maçã dos trópicos. O fruto da mangueira é uma drupa ovóide e carnosa.

                    Já era conhecida na Índia 2000 anos a.C. Da Índia foi levada para a China e Indochina . Existem relatos sobre a existência da cultura da mangueira na costa ocidental da África por volta do ano 1000 depois de Cristo, onde parece ter sido introduzida pelos persas. Entre 1500 e 1600 os portugueses a levaram para o sul da África e mais tarde para o Brasil (no século XVI). Do Brasil foi introduzida nas Antilhas e no México. Os portugueses realizaram trabalhos de seleção em Goa nas mangueiras, mais preocupados com a qualidade dos frutos, e daí foram sendo introduzidas no Brasil. Burbom foi uma das primeiras variedades aqui introduzidas.

                    Árvore muito imponente, de copa larga chegando a mais de dez metros de altura, com seu tronco atingindo ter até cinco metros de circunferência. Devido a esta característica, é usada também na arborização de ruas em muitas cidades brasileiras. É o que se observa em Belém do Pará, por isto esta capital é conhecida também como a "cidade das mangueiras".

                     Devido ao seu sabor delicioso a manga se tornou uma das frutas mais procuradas no mundo (Atualmente a manga ocupa o quinto lugar entre os frutos tropicais no mercado internacional; os quatro primeiros são banana, citros, abacaxi e castanha de caju). Esta procura aumentou bastante nos últimos anos, nos mercados interno e externo, alcançando preços compensadores para seus produtores. Para uma melhor aceitação neste mercado é essencial que a fruta tenha boa qualidade e o custo de sua produção seja competitivo. No entanto, para que se tenha êxito na sua cultura e o produto atenda às exigências do mercado consumidor, é preciso adotar práticas de cultivo adequadas.

                    O maior aproveitamento do fruto tem sido na forma "in natura" ou processados na foram de suco, compotas, entre outras. Em adição, as folhas bem como o tronco (madeira) podem ser aproveitados nas indústrias farmacêuticas e madeireira, consecutivamente.

                    Um dos maiores problemas do cultivo da mangueira, para quase todas as variedades, é a irregularidade na frutificação e na produção. Segundo alguns pesquisadores, as industrias são afetadas pela inconsistência na produção anual com uma flutuação de até 120%. Para um atendimento mais racional da demanda, a utilização de reguladores vegetais na cultura da mangueira - para induzir e/ou antecipar o florescimento e ainda ajudar na maturação dos frutas na pós-colheita - vem sendo uma prática constante entre os produtores, visando incrementar a produção em épocas mais favoráveis do ponto de vista comercial e fitossanitário, objetivando também um maior controle na alternância da produção.

                    No entanto, para a obtenção de sucesso nesta prática o produtor deverá levar em consideração diversos aspectos, como clima, variedade, controle fitossanitário, entre outros.

                     A mangueira de adapta bem em áreas onde as estações seca e chuvosa se apresentem bem definidas. O período seco deve ocorrer bem antes do florescimento, de modo a permitir à planta um período de repouso vegetativo, e prolongar-se até a frutificação para evitar os danos causados pela antracnose e o oídio. Após a frutificação, é benéfica a ocorrência de chuva, pois estimula o desenvolvimento dos frutos e impede sua queda.

                     Nas regiões semi-áridas o plantio da mangueira pode ser feito em qualquer época do ano,desde que se possa contar com um bom sistema de irrigação. Quando não se dispõe dele, realiza-se o plantio no período das águas.

                    A mangueira se adapta bem tanto em solos arenosos quanto nos argilosos. Devem ser evitados os solos de baixadas, sujeitos a encharcamento, e os pedregosos, que dificultam o desenvolvimento das raízes. As áreas mais indicadas para o cultivo desta espécie são aquelas que permitem a mecanização. Na formação de um pomar de mangueiras, o preparo da área consiste de operações de roçagem, queima de mato, encoivaramento, destoca e limpeza da área. Logo após, procede-se a uma aração a pelo menos 20cm de profundidade para descompactar o solo. 20 a 30 dias depois, efetua-se uma gradagem e coleta-se amostras de solo para análise em laboratório, fator muito importante para o controle econômico, otimizando um bom desenvolvimento da cultura. Para a correção do pH do solo, efetua-se uma calagem com calcário dolomítico, dois a três meses antes do plantio, nas proporções recomendadas pelo resultado da análise química do solo.

                    A mangueira pode ser propagada por sementes (plantios domésticos) e por enxertia - borbulha ou garfagem - em viveiro para plantios comerciais, visando-se a obtenção de pomares mais uniformes, precoces e produtivos. Geralmente a muda obtida via enxertia de garfagem estará apta ao plantio no campo 10 meses após o semeio da semente para formação do porta-enxerto. Sugere-se a obtenção de enxertos, quer para plantios caseiros quer para plantios comerciais, em viveiristas credenciados por organizações oficiais.

                    O espaçamento mais utilizado é o de 10m entre ruas por 10m entre plantas (10 X 10m.). Dependendo das condições do solo do manejo da cultura e da cultivar podem ser usados outros espaçamentos, tais como 9 x 9m; 9 x 6m; 10 x 8m; 8 x 8m; 8 x 5m; 6 x 6m; 5 x 5m. É recomendável o plantio de culturas intercalares entre as fileiras do pomar, para fornecer uma renda extra ao produtor até que a mangueira entre em franca produção (como leguminosas, mamão, abacaxi, maracujá, milho, abóbora, melancia, melão, etc.). Essas culturas consorciadas devem ser plantadas a 1,5 m de distância da linha de plantio da mangueira. O formato de plantio da mangueira pode ser do tipo retângulo, quadrado ou quinconcio e o alinhamento pode ser quadrangular, retangular, triangular ou em curvas de nível (em terreno com declive acentuado).

                    Para o plantio das mudas as covas deverão ter as dimensões de 50 x 50 x 50 cm ou 60 x 60 x 60 cm. Devem ser abertas 30 dias antes do plantio separando-se a terra dos primeiros 15-20 cm. Em seguida mistura-se ao solo separado, 15-20 litros de esterco de curral curtido (ou 5 a 8 litros de esterco de galinha), acrescidos dos adubos químicos nas quantidades recomendadas pela análise do solo. Joga-se a metade da mistura (adubos + terra) separada à cova, depois, remove-se o saco plástico da muda e coloca-se a mesma na cova, tomando-se o cuidado para não quebrar o torrão,de modo que a sua superfície fique ligeiramente acima do solo; com resto da mistura (adubos + terra) enche-se a cova, faz-se bacia em torno da muda, irriga-se com 15-20 litros de água e cobre-se a bacia com palha ou capim seco sem sementes para evitar o evaporação. A melhor época de plantio é no início do período chuvoso e em dia nublado.

                     É recomendável manter o pomar livre de ervas daninhas, efetuando-se roçagem no período chuvoso (roçadeiras) e de capinas no período seco (grades, capina manual ou herbicidas). O coroamento em torno da planta é outra prática imprescindível, que deve ser feita com a enxada.

                    Estimam-se que existem cerca de quinhentas variedades espalhadas por quintais, praças, pomares e ruas, desde o Paraná ao extremo norte, que é a região onde a manga atinge o máximo em brilho, coloração, aroma e sabor. As cultivares mais indicadas para o plantio comercial são as que aliam a alta produtividade às qualidades do fruto, como a coloração atraente, bom sabor, pouca fibra, resistência ao transporte, etc. São elas, Tommy Atkins; Haden; Keitt; Surpresa; Van Dyke e Kent.

                    Em plantas jovens,principalmente em algumas variedades como Keitt e Palmer, é necessário que se efetue podas leves de formação. A poda de formação consiste em deixar a muda com 3 ramos laterais que se originem na planta, a altura de um metro do solo ,em pontos eqüidistantes. A poda de planta adulta é feita após a colheita dos frutos com corte de ramos apicais, rebentos do porta-enxerto e tronco, eliminação de ramos doentes, mortos ou baixos para reduzir o porte da planta, permitir maior penetração de luz na copa, facilitar tratos sanitários e a colheita.

                    A irrigação é outro fator importante e imprescindível, desde o plantio até o início da produção, e nos períodos de estiagem. A partir do quarto ano após o plantio, irrigar durante o período de escassez de chuvas e interromper 2 a 3 meses antes da floração. Voltar a irrigar na formação e desenvolvimento do fruto com regas semanais ou quinzenais, irrigar também logo após as adubações.

                    Em regiões onde há ventos fortes e constantes devem ser instalados quebra-ventos antes da implantação do pomar, usando-se espécies arbustivas ou arbóreas de crescimento rápido, plantadas 10 a 12 metros da primeira fileira de mangueiras. Com esta prática, evita-se queda de flores e frutos, quebra de galhos, ressecamento das folhas e dos galhos novos e a diminuição da polinização por insetos.

                    Citaremos a seguir algumas doenças que ocorrem na mangueira e que merecem maiores cuidados.

                                        Antracnose {Colletotrichum gloeosporioides (Penz)}

                                        Sintomas - nas folhas novas a doença causa pequenas manchas arredondadas, de coloração marrom, causando deformação da folha que fica retorcida, necrosada e com rupturas na área lesionada. No raque da inflorescência e suas ramificações aparecem manchas de coloração marrom escura, profundas e secas. Os frutos menores tornam-se manchados e caem antes de completar a maturação fisiológica. Nos frutos maiores as manchas são negras, deprimidas, às vezes, com pequenas rachaduras.

                                        Controle - Podas leves; podas de limpeza; instalação de pomares em regiões com baixa umidade com espaçamento maior e indução de floração para produção em épocas desfavoráveis ao patógeno. Para a utilização de defensivos químicos, CONSULTE UM AGRÔNOMO.

                                        Seca da Mangueira

                                        Sintomas - Secamento parcial ou total da copa da árvores; provoca a morte das plantas em qualquer idade. Normalmente observa-se um ramo seco, como se tivesse queimado pelo fogo.

                                        Controle - Eliminação das plantas doentes, eliminação do galho afetado 40 cm abaixo da região de contraste dos tecidos sadio/doente, desinfestação da ferramenta utilizada para as podas com uma solução de Hipoclorito de sódio a 25%, proteção das partes cortadas com o pincelamento de uma pasta feita com fungicida à base de cobre.

                                        Oidio

                                        Sintomas - As folhas, inflorescências e frutinhos novos ficam recobertos por um pó branco acinzentado; nas folhas novas causa deformações, crestamento e queda e nas folhas velhas e nos frutos desenvolvidos ocasionam manchas irregulares.

                                        Controle - O controle químico é o mais recomendado, para isto, consulte um Agrônomo.

                                        Colapso interno do fruto

                                        Sintomas - Ocorre o amolecimento da polpa, às vezes, com separação da casca.

                                        Controle - É necessário a eliminação dos ramos e panículas infectadas. Fazer pulverizações com produtos à base de enxofre. Como medida de controle, colhe-se o fruto "de vez". Deve-se efetuar calagem e, se necessário, aplicar cálcio complementar.

                                        Podridão de frutos

                                        Sintomas - Inicia-se no ápice do fruto que se torna marrom passando a preto oliváceo.

                                        Controle - (Tratamento de pré-colheita) quinze dias antes da colheita os frutos devem receber pulverizações preventivas de Benomil a 0,03% ou Oxicloreto de cobre (2,8 g i.a./1) mais um espalhante adesivo - procure a orientação de um Agrônomo!

                                        Mancha angular

                                        Sintomas - A doença é causada por uma bactéria. Nas folhas, causa manchas angulares delimitadas pelas nervuras de coloração parda-escura e envoltas por um halo amarelo. Com o tempo, as áreas lesionadas caem deixando a folha com vários orifícios. Nos ramos causa murchas e seca. Nas inflorescências causa grandes lesões negras e alongadas nos eixos primários e secundários com rachaduras dos tecidos. As lesões nos frutos racham e observa-se uma acentuada queda de frutos.

                                        Controle - Em regiões em que a bactéria atua severamente, as pulverizações devem ser preventivas durante o fluxo de vegetação e no florescimento, em intervalos quinzenais. Os melhores produtos tem sido oxicloretos de cobre mais óleo mineral, aplicados nas horas menos quentes. Não esqueça, procure sempre a orientação de um Agrônomo!

                                        Malformação vegetativa e floral

                                        Sintomas - É uma anomalia de causa desconhecida, que afeta as inflorescências e as brotações vegetativas da mangueira. O sintoma característico da malformação floral é a aparência que a inflorescência adquire de um cacho compacto, com o eixo primário e as ramificações secundárias da panícula mais curtas. A gema floral se transforma em vegetativa e sobrevem um grande número de pequenas folhas e ramos. As mudas e plantas afetadas por esta anomalia tem o seu crescimento retardado, pode levar a perda total da produção.

                                        Controle - Pulverizações preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, em épocas secas e de pouca precipitação pluviométrica, sempre com a orientação de um Agrônomo.

                                        Murcha de esclerócio

                                        Sintomas - Esta doença, causada por um patógeno de solo, ocorre esporadicamente em sementeiras, causando murcha inicial, secamento e morte das plantinhas. Quando existe excesso de umidade, a doença pode causar a perda total dos porta-enxertos de uma sementeira. O primeiro sinal da doença é um micélio cotonoso aéreo, bastante branco, que recobre a área do caule mais próximo ao solo. Posteriormente, o micélio vai se tornando marrom e nota-se os pontos escuros redondos como sementes de couve que permanecem aderidos ao caule ou na superfície do solo. As plantas começam a murchar, os tecidos do caule tornam-se túrgidos e morrem uma semana após o início do ataque.

                                         Controle - suspender a água de rega e fazê-la de maneira mais racional, até deixando a sementeira sofrer estresses da seca, providenciar um melhor sistema de drenagem para a sementeira; evitar o uso de irrigação por inundação, pois a água carrega os escleródios de uma área para a outra. Para o controle químico, consulte um Agrônomo.

                    A seguir estão relacionadas as pragas mais comuns da cultura da manga. [Moscas-das-frutas, broca da mangueira, ácaros, lagartas, cochonilhas, tripes, formigas cortadeiras, bicudo da semente da manga, cigarrinha e besouro amarelo.]

                                        Moscas-das-frutas

                                         Sintomas e características - Causa grandes prejuízos econômicos a cultura da mangueira com perdas de até 50%, na produção. Os adultos da mosca-das-frutas do gênero Anastrepha medem em torno de 7mm. Seu tórax é marrom, podendo apresentar três faixas longitudinais mais claras. Os ovos, de cor branca leitosa, são introduzidas pelas fêmeas abaixo da casca dos frutos, de preferência ainda imaturos. As larvas, provenientes destes ovos(lagartas afiladas, brancas, sem patas), alimentam-se da polpa do fruto. Desenvolvida a lagarta abandona o fruto, enterra-se no solo de onde emerge o adulto para acasalar-se. No ponto onde a mosca deposita seus ovos pode ocorrer contaminação por fungos ou bactérias, o que resulta no apodrecimento local do fruto.

                                        Controle - Medidas culturais, monitoramento, controle biológico, controle químico, resistência varietal, técnica do inseto estéril, tratamento pós-colheita e tratamento hidrotérmico.

                                        Tratamento Hidrotérmico (pós colheita) - O tratamento hidrotérmico em manga visa o controle de moscas-das-frutas após a colheita e vem sendo efetuado pelos exportadores brasileiros desde 1991. O método consiste na imersão dos frutos em água a 46,1 °C por um tempo de 75 para frutos de até 425g e 90 minutos para frutos com pesos máximos de 426 a 650g Medidas culturais - Eliminação dos hospedeiros alternativos (carambola, ceriguela, cajá, etc.), retirada dos frutos infectados caídos no chão, para evitar que as larvas os deixem para empupar no solo. Evitar também a permanência de frutos maduros na planta. Os frutos infectados devem ser enterrados a 70 cm de profundidade. Para outros tipos de controle, tais como o químico, consulte um Agrônomo.

                                        Cochonilhas

                                         Sintomas e características - A Fêmea possui carapaça circular convexa e branco acinzentada . Essa praga suga a seiva de todas as partes verdes da planta, causando queda de folhas, secamento de ramos e o aparecimento de fumagina (cobertura preta das folhas). Geralmente provoca maiores danos em pomares com um a três anos de idade.

                                        Controle - pulverização de óleo mineral misturado a um inseticida fosforado, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia e no período de floração.

                                        Broca da mangueira

                                       Sintomas e característica  - A larva do inseto penetra na região entre o lenho e a casca, abrindo numerosas galerias. É um besouro muito pequeno, de coloração castanha, medindo na fase adulta 1mm. Suas larvas são brancas; seu ciclo de vida tem a duração máxima de 30 e mínima de 17 dias. A progressão do ataque se faz dos ramos mais finos em direção ao tronco.

                                        Controle - medidas culturais e controle químico.

                                        Medidas culturais - Proceder ao corte e destruição (queima) de todos os ramos brocados ou secos. Evitar que as plantas sejam submetidas a estresse hídrico e nutricional prolongados.

                                        Controle químico - Procure a orientação técnica de um Agrônomo.

                                       Ácaros

                                       Sintomas e característica   - Há registro de várias espécies de ácaros das famílias Tetranychidae e Eriophydae responsáveis por danos causados em folhas e gemas de mangueiras em pomares comerciais. O ácaro da malformação (Eriophydae) provoca a morte das gemas terminais e laterais, formando superbrotamento. A planta apresenta-se raquítica e com a copa mal estruturada.

                                        Controle - monitoramento, medidas culturais e controle químico.

                                        Monitoramento - Os ácaros não são visíveis a olho nu. O aparecimento de manchas marrons ou pretas nas brácteas, na base dos botões florais, são os sinais de sua presença.

                                        Medidas culturais - Podar e queimar os ramos com sintomas de malformação; nos viveiros, descartar e destruir as mudas com superbrotação.

                                        Controle químico - Pulverizações preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, em épocas secas e de pouca precipitação pluviométrica, sempre com a orientação de um Agrônomo.

                                       Lagartas

                                       Sintomas e característica  - a mais freqüente é a conhecida como bicho-de-fogo, sussuarana ou taturana.

                                        Controle - monitoramento, medidas culturais e controle químico.

                                        Monitoramento - Os ramos e as folhas devem ser periodicamente observados, prevenindo-se assim maiores problemas com a praga com a utilização de medidas culturais.

                                        Medidas culturais - Os casulos aderentes aos ramos e troncos das árvores devem ser destruídos no caso de grande infestação.

                                        Controle químico - Em condições normais não é necessário; nas grandes infestações, pulveriza-se com os produtos indicados para a cultura.

                    A mangueira, quando enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela cultura, inicia a frutificação no segundo ano após o plantio. Mas a produção econômica ocorre só a partir do quarto ano. No Nordeste a colheita ocorre, normalmente, entre outubro e fevereiro e entre agosto e outubro (plantas induzidas). Para comercialização, os frutos devem ser colhidos "de-vez" e maduros para consumo imediato. Em planta de pequeno porte, colhe-se à mão simplesmente torcendo o fruto, já em plantas de alto porte, utiliza-se da vara de colheita (bambu ou madeira flexível com aro de ferro cilíndrico de ¼" ao qual prende-se um saco). Nas grandes plantações usa-se colhedeira motorizada (triciclo hidráulico). É importante evitar ferimentos na casca e pancadas nos frutos, acondicionando-os cuidadosamente em caixas coletoras. Estas devem ser mantidas à sombra para evitar a transpiração excessiva e queimaduras no fruto. Obtém-se 500 a 700 frutos/ano/mangueira adulta; no Nordeste brasileiro tem sido relatados rendimentos de 20-30 t/ha/ano.

                                        A polpa da manga pode ser consumida ao natural - chupada, em pedaços, em refrescos - ou processada em sorvetes, sucos concentrados, geléias, gelatina, compotas, doces, sorvetes, polpas congeladas, purês. O fruto verde presta-se a confecção de molhos e temperos. O caule produz resina de uso medicinal contra desinteria e a madeira é aproveitada em marcenaria. A árvore pode ser usada como ornamental. São usadas na medicina caseira tanto a casca da árvore bem como as folhas e a polpa do fruto.