PIMENTA DE MACACO 

Piper aduncum velosso.

Conheça a Pimenta de Macaco

 

 

 

  Também conhecido como Mático ou pimenta longa, é uma planta florífera da família Piperaceae. Como muitas espécies da família, a pimenta-de-macaco tem odor e sabor picante.

 

 

Uso:

 

 Os frutos são usados como condimento e como flavorizante de cacau. É usado algumas vezes como substituto para pimenta-longa. Na Amazônia, muitas das tribos nativas usam as folhas de pimenta-de-macaco como antisséptico. No Peru, é usado para estancar hemorragias e no tratamento de úlceras, e na Europa pratica-se o uso no tratamento de doenças genitais e órgãos urinários, como para aquelas que cubeba era frequentemente prescrita.

 

 

Características:

 

 Mático é uma planta tropical, arbustiva que cresce 6 a 7 metros de altura com folhas na forma de lança, de 12 a 20 centímetros de comprimento. É nativa do sul do México, do Caribe e abundante na parte tropical da América do Sul. Tem crescido na Ásia tropical, Polinésia e Melanésia e pode ser encontrado na Flórida, no Havaí, e em Porto Rico. Em alguns países, é considerado uma erva daninha.

 

 Em partes de Nova Guiné, apesar do mático notadamente provocar a secagem do solo nas áreas onde é invasivo, a madeira desta planta é, no entanto utilizada por moradores locais para uma infinidade de usos, como fabricação de cercas artesanais e geração de energia pela queima.

 

Etimologia:

 De acordo com a crença popular, a planta foi descoberta por um soldado espanhol ferido, de nome Matico. Ele aprendeu, supostamente pelas tribos locais, que a aplicação das folhas dessa planta pode estancar sangramentos, e passou a ser designada "mático" ou "erva-do-soldado".

 

 O mático foi introduzido na medicina estadunidense e europeia por um médico de Liverpool em 1839 como um hemostático e adstringente para feridas.

 

 A Embrapa Acre e a Universidade Federal de Viçosa (MG), estão pesquisando o uso de óleo de pimenta-de-macaco (Piper aduncum) como inseticida orgânico. A planta é uma espécie nativa, entre outras regiões, da Amazônia.

 

O projeto de pesquisa, que deve durar dois anos, vai ser executado primeiramente lavouras de milho. Além da função de inseticida, o óleo também está sendo testado como sinérgico, ou seja, uma substância utilizada para aumentar a potência de inseticidas comerciais, o que permite reduzir as doses de produto químico aplicadas.

Partes usadas: Folhas, frutos e raizes.

 

Habitat: Mata Atlântica, especialmente de Minas e Espírito Santo.

 

Descrição : Planta da família das Piperaceae, Também conhecida como aperta-ruão, pimenta-longa, aduncum, tapa-buraco, pimenta-de-fruto-ganchoso, jaborandi-do-mato, erva-de-jaboti, matico-falso, falso-jaborandi.

 

Propriedades medicinais: Adstringente, antiofídico, colagogo, diurético, resolutivo, tônico do útero, antisséptico.

 

Indicações:

 

 ► Os frutos são diuréticos e resolutivos.

 

 ► Em banhos usam-se as sementes no tratamento das feridas. As folhas, em banhos demorados, têm sido usados em casos de queda do útero.

 

 ► Com as folhas prepara-se um chá, bom para combater hemorragias. Dose normal.

 

 ► O mesmo chá é também é indicado contra as diarreias.

 

 ► Nos casos mais rebeldes, fazem-se lavagens intestinais com o chá, acrescentando-se uma colherinha de pó das mesma; folhas.

 

 ► Também nas moléstias do fígado e na Blenorragia este chá presta bom serviço.

 

 ► Em casos de mau hálito, mascam-se folhas, cascas e raízes , para perfumar a boca. 

Confira os benefícios da Pimenta de Macaco :

  A Pimenta de Macaco possui muitas propriedades que podem ser aplicadas à medicina natural, o que acarreta na resolução de muitos problemas de saúde. Nesse sentido, as partes utilizadas são as folhas e os frutos. Essa é uma espécie que possui semelhança com um arbusto e que dificilmente ultrapassa um metro de altura. Ela possui folhas verdes, oblongas, agudas, irregulares e redondas na base. Já os frutos são bagas que possuem formato de ovo em forma de espiga, com sabor muito acre e picante.

 

  

  Para Tratamento de Feridas: Os Princípios ativos encontrados na Pimenta de Macaco são utilizadas em banhos, que são feitos com as sementes para tratamento das feridas. As folhas, em banhos demorados, têm sido usados em casos de queda do útero.

 

  Para Tratamento da Diabetes: A Pimenta de Macaco também é bastante utilizada como uma das insulina vegetal utilizada popularmente para tratamento da diabetes.

 

  Para Combater a Dengue: A Pimenta de Macaco é uma planta que contém óleo essencial de ação inseticida. Essa folha, transformada em repelente, pode afastar o Aedes aegypti mosquito causador da dengue. As folhas secas se transformam num líquido poderoso. Além dele ter uma ação larvicida, ele também tem ação inseticida. Ou seja, mata tanto as larvas quanto os adultos do mosquito Aedes aegypti.​

   Tratamento de Hemorragias: A Pimenta de Macaco conhecida cientificamente como Piper aduncum velosso faz parte da família das Piperaceae e tem um odor picante. Na Amazônia muitas tribos usam os benefícios das folhas da Pimenta de Macaco como antisséptico. No Peru para estancar hemorragias e para o tratamento de úlceras.

 

  Para Tratar a Diarreia: A Pimenta de Macaco possui princípios ativos que funcionam como agentes de lavagens intestinais, ajudando assim, a eliminar os sintomas de diarreia.

 

  Para Combater Má Digestão: Assim como a pimenta do reino, a Pimenta de Macaco é carminativa, melhorando o funcionamento da digestão e a circulação por ser picante, sendo vantajoso seu uso como condimento na culinária. 

 
 
 
 

Cultivando

O cultivo é bem simples:

 Adquirir mudas em viveiros.

 Abrir uma cova maior que o torrão e colocar no fundo e nas laterais descompactadas a mistura feita com composto orgânico, dois a três kgs de adubo animal de curral bem curtido e 200 gramas de fosfato natural de rocha ou farinha de ossos.

 

 Colocar um tutor amarrado com corda de algodão em formato de oito, que poderá ser retirado quando a muda estiver desenvolvida. Regar bem até que a muda demonstre que está aclimatada.

 Depois, espaçar as regas.

PIMENTA DE MACACO 

Piper aduncum velosso.

Pesquisadores estudam uso da pimenta-de-macaco no combate ao Aedes e ao Anopheles

A Piper aduncum ou popularmente conhecida como pimenta-de-macaco, jaborandi-do-mato ou aperta-ruão é encontrada na floresta amazônica e usada pelos povos tradicionais como um antisséptico no tratamento de hemorragias e úlceras. O vegetal é rico em dilap.

   A Piper aduncum ou popularmente conhecida como pimenta-de-macaco, jaborandi-do-mato ou aperta-ruão é encontrada na floresta amazônica e usada pelos povos tradicionais como um antisséptico no tratamento de hemorragias e úlceras.


   O vegetal é rico em dilapiol, um composto com efeito pesticida e inseticida que foi estudado a fundo pela pesquisadora amazonense Ana Cristina da Silva.


   Durante o doutorado ela defendeu uma tese, com base nos potenciais da planta, para a eliminação de insetos.


   Os experimentos feitos no laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) resultaram em 15 substâncias, que depois deram origem a 15 sabonetes, óleo, spray e até uma vela.


  Todos os produtos são capazes de afastar e matar mosquitos, como o Anopheles, transmissor da malária, e o Aedes aegypti.

Publicado em 03/03/2017 14:26 Por Ibrahim Ossam, Rádio Cultura do Amazonas - Manaus

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Pesquisas realizadas pela Embrapa Acre comprovaram que o óleo essencial de pimenta-de-macaco (Piper aduncumL.), planta abundante em estados amazônicos, possui ação inseticida e pode controlar diferentes pragas agrícolas.

Extraído de folhas e talos secos, por processo de destilação por arraste de vapor, o óleo essencial de pimenta-de-macaco é rico em dilapiol, substância aplicada em diversos setores industriais, com destaque para os segmentos agroquímico e farmacêutico. Os estudos com a planta visam possibilitar o uso comercial do dilapiol como inseticida botânico e como sinérgico de inseticidas convencionais para aumentar a eficácia desses produtos no controle de pragas, reduzir a aplicação de químicos na produção agrícola e minimizar os impactos à saúde humana e ao meio ambiente.

  O óleo essencial de pimenta-de-macaco, dependendo do quimiotipo considerado, contém entre 18 e 56 compostos diferentes e o majoritário é o dilapiol. Para garantir padronização química e qualidade ao produto, os pesquisadores desenvolveram um processo de purificação com uso de um retificador. Após a extração por arraste de vapor, o equipamento realiza o fracionamento do óleo e eleva a concentração de dilapiol para níveis superiores a 80%.

  Testes em campo, realizados com a cultura do abacaxi, revelaram que o óleo essencial de pimenta-de macaco controla as larvas da broca-do-fruto-do-abacaxi (Strymon megarus – Godart) (foto ao lado) e o percevejo-do-abacaxi (Thlastocoris laetus Mayr). O produtor rural Cícero Medeiros Brandão, morador do Ramal Belo Jardim, no seringal Catuaba, localizado a 20 quilômetros de Rio Branco (AC), um dos parceiros na pesquisa, comprovou a eficiência do produto em um cultivo comercial em larga escala, utilizando uma solução com 300 litros de água, espalhante adesivo e 1,5 litro de óleo de pimenta-de-macaco com 80% de concentração de dilapiol, por hectare.

  “Sempre cultivei abacaxi, mas as perdas na produção chegavam a 35%, devido aos ataques de pragas, mesmo realizando o controle químico. Quando recebi o convite para testar o inseticida natural, aceitei o desafio e os resultados surpreenderam. Com pulverizações quinzenais, conseguimos reduzir 87% a ocorrência da broca-do-fruto e 70% a presença do percevejo-do-abacaxi nas plantações. Vejo essa tecnologia como uma oportunidade para melhorar a produção e permanecer na cultura”, diz o agricultor.

Como o produto funciona:

  Os insetos estão expostos a compostos xenobióticos (substâncias tóxicas) das mais diversas fontes, incluindo o próprio alimento que consomem. Entretanto, eles têm a capacidade de produzir enzimas que ajudam a eliminar esses compostos tóxicos do seu organismo por meio da urina e das fezes. O dilapiol interfere no seu metabolismo e inibe o funcionamento dessas enzimas desintoxicantes, bloqueando o sistema de autodefesa. Como consequência, as toxinas se acumulam e causam a morte do inseto por intoxicação.

  “A partir desse mecanismo de funcionamento, percebemos que, adicionado a inseticidas convencionais, o óleo essencial de pimenta-de-macaco potencializa a ação desses produtos. Mesmo em doses menores, os defensivos comerciais apresentaram excelente desempenho pelo efeito sinérgico do dilapiol. Isso confirma que o óleo rico em dilapiol, quando combinado a inseticidas químicos, pode resultar em uma série de formulações comerciais específicas, tornando-se uma ferramenta com alta eficiência no manejo da resistência de pragas”,

Texto: Diva Gonçalves (MTb: 0148/AC)
Embrapa Acre