Pitangatuba
(Eugenia neonitda, Eugenia edulis, Eugenia selloi)

Origem: Rio de Janeiro, nas áreas de restingas.

Características da planta: Arbusto pequeno, folhas opostas, ovais, pilosas; flores axilares, brancas.

Fruto: Tipo baga, branco ou amarelo, caracteristicamente de maior tamanho, quando comparado com outras espécies do mesmo gênero botânico, polpa comestível, bastante ácida.

Frutificação: Durante o verão, mais frequentemente de dezembro a fevereiro.

Propagação: Semente

Cultivo: Espécie nativa

    A pitangatuba é uma fruta muito importante na alimentação da avifauna. Pendurada discretamente, quase não chama a atenção na flora da restinga, onde costuma habitar.

 Restinga é o nome que se usa para designar planícies litorâneas antigamente cobertas por oceanos e que, por esse motivo, permanecem ricas em sedimentos provenientes desse passado geológico. Trata-se de um ecossistema sempre associado às águas litorâneas, de modo que também possui deposições fluviais e lacustres.  Dessa forma, são zonas úmidas, muitas vezes salobras, de fauna e flora bastante peculiares, sendo berçário e ponto de pouso para diversos pássaros e aves migratórias.

 Assim como a pitangatuba, muitas outras espécies vegetais ainda pouco conhecidas habitam as áreas de restingas que resistem no litoral do Brasil.

 Cercada por árvores maiores e mais frondosas, a principal peculiaridade da planta é justamente a aparência da fruta. Embora seja também da família das Mirtáceas e do mesmo gênero da pitanga, em sua forma e aparência externa a pitangatuba assemelha-se mais a uma carambola em miniatura: alongada, de cor amarelo-esverdeada, possui suaves gomos, que, tímidos, se voltam para dentro do fruto. A pitangatuba tem o perfume forte e característico de seus parentes mais conhecidos, e as suas flores delicadas fecham em si mesmas ao entardecer.

 Da pitangatuba sabe-se muito pouco, quase não havendo menção a ela na literatura botânica brasileira. Pouco se pode aferir sobre a sua origem, mas os poucos exemplares encontrados no Brasil localizam-se em áreas de restingas no Sudeste e Sul do país, assim como em alguns enclaves de campos cerrados nas mesmas regiões.

Fonte: Frutas Brasil Frutas

Pitangatuba
(Eugenia neonitda sin. Eugenia edulis, Eugenia selloi)
 
 

Cultivando

 

 

None : Pitangatuba vem do Tupi, referindo-se a “pele do fruto, que é tenra fina ou delicada e o adjetivo TUBA significa grande ou largo como de fato o fruto é”. Também é chamada de Pitanga-carambola e Pitanga-ubá.

 

Origem: Endêmica da restinga litorânea do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, Brasil.

 

Características: Arbusto de tronco curto que se ramifica desde o solo, com casca marrom escura e fissurada nos dois sentidos dos quais, nascem ramos lenhosos 1 a 3 metros de altura, com copa em forma de taça. As brotações são albo-velutinas (cobertas de pelos brancos e prateados) e as folhas são simples, opostas, ovais e pilosas na margem e nervura central até atingir a maturidade. A textura é cartácea (como cartolina), o pecíolo (haste que suporta a folha) mede 3 a 4 mm de comprimento, a lamina foliar mede 3,5 a 5,5 cm de comprimento por 1,8 a 3 cm de largura, as margens são onduladas e levemente enroladas para a face inferior. A base é cuneada (em forma de cunha) e o ápice é acuminado (termina em ponta fina). As flores nascem nas axilas das folhas, tem pedúnculos pilosos (cobertos de pelos) de 5 a 8 mm de comprimento, com 2 pares de brácteas (tipo de folha modificada) protegendo o perianto que é formado pelo cálice (invólucro externo) com 4 sépalas verdes de 8 mm de comprimento e corola (invólucro interno) com 4 pétalas ovóides de margens enroladas, com 1,5 cm de comprimento.

 

Dicas para cultivo: Arbusto de crescimento lento que aprecia solos vermelhos e arenosos com rápida drenagem da água das chuvas, é resistente a geadas leves de até -3 grau. A planta só frutifica em pleno sol e deve ser plantada em terra bem adubada, enriquecida com bastante matéria orgânica decomposta. Pode ser cultivada com sucesso em vasos de 35 cm de boca e 40 ou 50 cm de altura, usando substrato feito de 40% de terra vermelha, 30% de areia e 30% de composto orgânico bem curtido. No fundo do vaso se deve colocar 5 cm de pedra para que ocorra boa drenagem. Começa a frutificar com 1,5 a 3 anos de vida.

 

Mudas: As sementes são grandes e germinam em 60 a 120 dias se plantadas diretamente em saquinhos individuais de 8 cm de largura por 20 cm de altura. O melhor substrato é feito com mistura de 50% de terra vermelha, 30% de matéria orgânica e 20% de areia. Formar as mudas em local com sombreamento de 50%, nessas condições as mudas atingem 30 cm com 12 a 15 meses de idade.

Plantando: Recomendo que seja plantada a pleno sol num espaçamento 4 x 4 m. As covas devem ter dimensões de 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 30% de areia saibro + 30% de matéria orgânica aos 30 cm de terra da superfície da cova, deixar curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é outubro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover.

 

Cultivando: A planta cresce lentamente e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com pó de cerra e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Adubar com 2 kg de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 20 gramas de NPK 10-10-19. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro. Fazer podas dos ramos que estiverem muito deitados no chão.

 

Usos: Frutifica nos meses de novembro a Abril. Os frutos são consumidos in-natura e na forma de sucos que são muito cremosos. A fruta tem grande potencial para fabricação de polpa congelada e sorvetes.