Cultivando

 A videira é planta sarmentosa da família Vitaceae, sendo a principal fruteira cultivada no mundo. Pode ser explorada comercialmente em quase todas as regiões do Estado de São Paulo, à exceção do litoral, devido às condições de alta umidade e temperatura. Pode-se classificar as videiras em quatro grupos:


 

 Uvas rústicas de mesa: Seus frutos são muito apreciados para o consumo ao natural. São chamadas de rústicas pela maior resistência a algumas doenças e maior facilidade em alguns tratos culturais. Geralmente são de espécies americanas ou híbridas.


 

 Uvas finas de mesa: Seus frutos são muito apreciados para o consumo ao natural. São chamadas de finas pela alta qualidade de seus frutos. São da espécie Vitis vinifera;


 

 Uvas sem sementes: Seus frutos são muito apreciados para o consumo ao natural. São chamadas de apirenas ou sem sementes pela ausência completa ou presença apenas de vestígios de sementes.  Geralmente são da espécie Vitis vinifera, ou híbridos desta espécie com outras;


 

 Uvas para indústria: Seus frutos são utilizados como matéria-prima para produção de vinhos, sucos, destilados, vinagre, geléia etc. Geralmente são de espécies americanas ou híbridas.


 

 Cultivares:


 

 Uvas rústicas de mesa: Niagara Branca, Niagara Rosada, Isabel e Concord. Nas regiões tradicionais como Jundiaí e São Miguel Arcanjo, o ciclo desses cultivares é de 135 a 155 dias; a condução pode ser feita tanto em espaldeira quanto em latada, com poda curta ou média (2 e 4 gemas); os porta-enxertos recomendados para essas regiões são: IAC 766, Schwarzmann, Ripária do Traviú, IAC 572. No Oeste e Noroeste de São Paulo, o ciclo é mais curto, de 115 a 130 dias; a condução pode ser feita tanto em latada quanto em espaldeira, com poda média ou curta (4 e 2 gemas); os porta-enxertos recomendados para essas regiões são: IAC 766 e IAC 572.


 

 Uvas finas de mesa: Itália, Rubi, Benitaka, Brasil, Red Globe, Patrícia. Nas regiões tradicionais como Jundiaí e São Miguel Arcanjo, o ciclo desses cultivares é de 175 a 185 dias; a condução deve ser feita em pérgola (latada descontínua) ou latada, com poda longa (8 a 10 gemas) para as quatro primeiras, e média (4 a 6 gemas) para as outras duas; os porta-enxertos recomendados para essas regiões são: IAC 766, Ripária do Traviú, IAC 572, 420-A, Kober 5BB. No Oeste e Noroeste de São Paulo, o ciclo é mais curto, de 145 a 155 dia; a condução deve ser feita latada, de preferência coberta com tela, para proteção contra granizo e pássaros; poda longa (8 a 10 gemas); os porta-enxertos recomendados para essas regiões são: IAC 313, IAC 766, IAC 572 e 420-A.


 

 Uvas sem sementes: IAC 514-6 ‘Maria’. Na região de Jundiaí, o ciclo deste cultivar é de 120 a 140 dias; a condução pode ser feita em espaldeira, pérgola (latada descontínua) ou latada, com poda média (5 a 6 gemas). IAC 457-11 ‘Paulistinha’. Na região de Jundiaí, o ciclo deste cultivar é de 90 a 110 dias; a condução pode ser feita em espaldeira, pérgola (latada descontínua) ou latada, com poda média (5 a 6 gemas); os porta-enxertos recomendados para ‘Maria’ e “Paulistinha’ são: IAC 766, IAC 572, 420-A. ‘Centennial Seedless’. No Oeste e Noroeste de São Paulo, o ciclo deste cultivar é de 115 a 125 dias; a condução deve ser feita em latada, de preferência coberta com tela, para proteção contra granizo e pássaros; poda média (6 a 8 gemas); os porta-enxertos recomendados para essas regiões são: IAC 313, IAC 766, IAC 572 e 420-A.


 

 Uvas para indústria: para vinhos tintos: IAC 138-22 ‘Máximo’, Seibel-2 e Isabel; para vinhos brancos: IAC 116-31 ‘Rainha’; para vinhos licorosos: Niagara branca, Niagara Rosada, Jd 930 (moscatel), IAC 21-14 ‘Madalena’ (moscatel); para suco: Concord, Isabel, Niagara Rosada. Nas regiões tradicionais como Jundiaí e São Roque, o ciclo destes cultivares é de 135 a 155 dias; a condução pode ser feita tanto em espaldeira quanto em latada, com poda curta ou média (2 e 4 gemas); os porta-enxertos recomendados para essas regiões são: IAC 766, Schwarzmann, Ripária do Traviú, IAC 572. Na Região Oeste (Lucélia), o ciclo é mais curto, de 155 a 130 dias; a condução pode ser feita tanto em latada quanto em espaldeira, com poda média ou curta (4 e 2 gemas); os porta-enxertos recomendados para essa região são: IAC 766 e IAC 572.


 

 Época de plantio: estacas de porta-enxerto: plantio direto no campo em julho e agosto; mudas de porta-enxerto enraizadas em recipiente plástico: plantio no campo, de outubro a dezembro. Em qualquer caso, a enxertia com a variedade copa deve ser feita em julho e agosto do ano seguinte.


 

 Espaçamento:


 

 Uvas rústicas de mesa: espaldeira: Ripária do Traviú e Schwarzmann, 2 x 1m; IAC 766 e IAC 572, 2 x 1,5m ou 2 x2m. Latada: IAC 766 e IAC 572: 2,5 x 2m ou 2 x 2m.


 

 Uvas finas de mesa: Latada contínua: IAC 766, IAC 572 e 420-A: 4 x 3m, 4 x 4m ou 4 x 5m; IAC 313: 6 x 3m. Pérgola (‘Patrícia’): Ripária do Traviú: 3,5 x 3,5m ou 4 x 3m.


 

 Uvas sem sementes: ‘Maria’ e ‘Paulistinha’: espaldeira: IAC 766 e IAC 572: 2 x 1,5m ou 2 x 2m. Latada: I AC 766, IAC 572 e 420-A: 3,5m ou 4 x 3m. ‘Centennial Seedless’: latada: IAC 766 e IAC 572: 4 x 3m, 4 x 4m ou 4 x 5m.


 

 Uvas para indústria: espaldeira: Ripária do Traviú e Schwarzmann, 2 x 1m; IAC 766 e IAC 572, 2,0 x 1,5m ou 2 x 2m.


 

 Controle da erosão: plantio em nível, capinas alternadas, terraços em terrenos acidentados; cobertura morta; cobertura viva no inverno (aveia preta, chícharo).


 

 Calagem e adubação: Antes da formação do vinhedo, aplicar o calcário em área total, para elevar a saturação por bases a 80%. Incorporar o calcário o mais profundamente possível. Em vinhedos já instalados, aplicar a calcário em área total, antes da poda, incorporando-o ligeiramente ao solo.


 

 Uvas rústicas de mesa e uvas para indústria: a adubação de implantação corresponde à aplicação, por cova, de 10 litros de esterco de curral (ou 3 litros de esterco de galinha ou 500g de torta de mamona) e 1kg de calcário dolomítico, juntamente com 40 a 80g de P2O5 e 20 a 40g de K2O. Aplicar, em cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos em local definitivo, 20g de N por planta, por vez. A adubação de formação (após a enxertia), corresponde à aplicação por planta de: 20g de N, 10 a 30g de P2O5 e 10 a 30g de k2O, de acordo com a análise de solo. Esses adubos deverão ser aplicados em cobertura, ao lado das plantas, parcelados em três vezes, a primeira 30 dias após a brotação, e as demais com intervalos de 40 dias uma da outra. A adubação de produção, para produtividade de 20 t/ha, corresponde à aplicação de 30: t/ha de esterco de curral, 180 kg/ha de N, 100 a 400 kg/ha de P2O5 e 75 a 300 kg/ha de K2O, de acordo com a análise de solo. Na poda do primeiro ano de produção, usar metade dessas doses. Para vinhedos com produtividade de 20 a 30 t/ha aumentar essas doses em 25%. Aplicar ½ do P2O5 e do K2O e 1/3 do N, enterrados em sulcos ao lado das plantas um mês antes da poda, junto com o esterco de curral. Aplicar o restante do P2O5, 30 dias após após a poda. Parcelar o restante do N e do K2O em três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase de “ervilha” e na fase de “meia baga”, espalhando os adubos ao lado das plantas.


 

 Uvas finas de mesa sem sementes: a adubação de implantação corresponde à aplicação, por cova, de 40 litros de esterco de curral (ou 15 litros de esterco de galinha ou 2kg de torta de mamona) e 1kg de calcário dolomítico, associados a 100 a 300g de P2O5 e 50 a 150g de k2O. Aplicar, em cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos em local definitivo, 30g de N por planta, por vez. A adubação de formação (após a enxertia), corresponde à aplicação por planta de: 60g de N, 50 a 150g de P2O5 e 50 a 100g de K2O, de acordo com a análise de solo. Esses adubos deverão ser aplicados em cobertura, ao lado das plantas, parcelados em três vezes, a primeira 30 dias após a brotação, e as demais com intervalos de 40 dias uma da outra. A adubação de produção, para produtividade de 25 a 35 t/ha, corresponde à aplicação de 40 t/ha de esterco de curral, 250 kg/ha de N, 150 a 500 kg/ha de P2O5 e 150 a 400 kg/ha de K2O, de acordo com a análise de solo. Na poda do primeiro ano de produção, usar metade dessas doses. Para vinhedos com produtividade de 36 a 45 t/ha, aumentar essas doses em 25%. Para produtividades superiores a 45 t/ha, aumentar as doses em 50%. Aplicar ½ do P2O5 e do K2O e 1/3 do N, enterrados em sulcos ao lado das plantas um mês antes da poda, junto com o esterco de curral. Aplicar o restante do P2O5, 30 dias após a poda. Parcelar o restante do N e do K2O em três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase de “ervilha” e na fase de “meia baga”, espalhando os adubos ao lado das plantas. Para as regiões Oeste e Noroeste do Estado de São Paulo acrescentar, por planta, em cobertura, 80 kg/ha de N e 80 kg/ha de k2O após a poda de formação, parcelando em duas ou três vezes, de novembro a fevereiro. Se disponível, aplicar também 20 a 40 litros de esterco de curral por planta, antes da poda.


 

 Outros tratos culturais: no vinhedo em produção, cobertura morta do solo com restos vegetais como capim gordura, bagaço de cana etc.; capina total do vinhedo, ou aplicação de herbicidas (não usar os hormonais, como 2,4-D e 2,4,5-T, devido à sensibilidade da videira a eles); aplicação de herbicidas nas linhas e roçagem nas entrelinhas. No vinhedo em repouso, antes da poda, efetuar tratamento de inverno com calda sulfocálcica; imediatamente após a poda deve-se aplicar suspensão de calciocianamida a 18-20% ou solução de cianamida hidrogenada a 2,5% nas regiões tradicionais (Jundiaí e São Miguel Arcanjo) e a 5% nas regiões Oeste e Noroeste, para induzir e uniformizar a brotação, o que antecipa e uniformiza a colheita.


 

 Uvas finas de mesa: para melhorar a consistência dos cachos, pode-se usar ácido giberélico na dose de 20ppm, 15 a 20 dias após o pleno florescimento. Itália, Rubi, Benitaka e Brasil exigem desbaste intenso dos cachos (60% das bagas), o que é feito manualmente com tesoura (fase de ervilha) ou com escova plástica 4 a 5 dias antes do florescimento; Patrícia exige desbaste menos intenso (40%) executado da forma descrita.


 

 Uvas sem sementes: ‘Maria’ exige desbaste dos cachos (30 a 40% das bagas), o que é feito manualmente com tesoura (fase de ervilha) ou com escova plástica 4 a 5 dias antes do florescimento; ‘Paulistinha’ e ‘Centennial Seedless’ exigem desbaste bem menos intenso (10 a 20%) ou nenhum desbaste, se não se espera que as bagas cresçam muito. A aplicação de ácido giberélico (GA3) para aumentar o tamanho das bagas é fundamental para o sucesso da cultura das uvas sem sementes; 12 a 16 dias após o florescimento, aplicar: ‘Maria’: 200 a 400 ppm de GA3; ‘Paulistinha’: 50ppm de GA3; ‘Centennial Seedless’: 20ppm de Ga3.


 

 Controle de pragas e doenças: 

 cochonilhas: limpeza dos troncos e tratamento de inverno com inseticidas fosforados registrados, no período vegetativo;

 pulgão, maromba, e traça-dos-cachos: pulverizações com inseticidas fosforados registrados;

 besouro e mosca-das-frutas: ensacamento dos cachos e produtos à base de fenthion;

 pérola-da-terra: não há produtos registrados até junho/97;

 filoxera: uso de porta-enxertos tolerantes e, eventualmente, pulverizações com inseticidas fosforados registrados;

 antracnose: fosetyl-Al, mancozeb, folpet, chlorothalonil, thiophanate menthyl e ziram;

 mancha-das-folhas: mancozeb, folpet e thiophanate e methyl;

 míldio ou peronospora: mancozeb, metalaxyl + mancozeb e folpet: oídio: chlorothalonil, difenoconazole, benlate, triadimefon, thiophanate methyl, ziram, fenarimol e enxofre;

  podridões da uva: chlorothalonil, oxicloreto de cobre, calda bordalesa ou captan (bagas em formação), thiophanate methyl (uvas maduras);

 fusariose: evitar o plantio em áreas infectadas;

 viroses: propagação com material sadio, tanto para copas como para porta-enxertos.


 

 Colheita: Nas regiões tradicionais: dezembro a março; nas regiões Oeste e Noroeste: março a abril e outubro a novembro.


 

 Produtividade:


 

 Uvas rústicas de mesa: espaldeira: 1,5 kg/m2; latada: 2,5 a 3,0 kg/m2;


 

 Uvas finas de mesa: pérgola: 2 a 3 kg/m2; latada: 2,5 a 3,0 kg/m2;


 

 Uvas sem sementes: espaldeira: ‘Maria’: 2 a 3 kg/m2; ‘Paulistinha’: 1,0 a 1,5 kg/m2; latada: ‘Maria’: 2,5 a 3,5 kg/m2; ‘Paulistinha’: 1,5 a 3,0 kg/m2; ‘Centennial Seedless’: latada: 2,5 a 3,5 kg/m2;


 

 Uvas para indústria: espaldeira: 1,5 kg/m2.


 

 Observações:
 

(a) utilizar material de propagação, tanto do porta-enxerto como da copa, livre de vírus;
(b) ‘Maria’: branca, cachos de 250 a 400g; ‘Paulistinha’: branca, cachos de 150 a 250g; ‘Centennial Seedless’: branca, cachos de 400 a 600g; (c) anelamento (incisão anelar) que é retirada completa de um anel (0,4 a 0,6cm largura) da casca do tronco ou ramos, cerca de 2 semanas após o florescimento, substitui e/ou complementa o GA3 para aumentar o tamanho das bagas de uvas sem sementes.



 

Fonte: Boletim, IAC,(Instituto Agronômico de Campinas) 200, 1998. 

Uva

Vitis spp.

Características
Veja Algumas Variedades

1. Benitaka

  Descoberta no Brasil por imigrantes japoneses, surgiu em meio a uma plantação de uva-itália como uma mutação natural. Seu nome significa “vermelho forte”.

2. Brasil

  A Brasil é uma mutação natural da variedade Benitaka, observada em 1991, na cidade de Floraí, no noroeste do Estado do Paraná. Suas bagas são de tamanho e sabor semelhantes às da variedade Itália, porém apresentam não só a película, mas também a polpa, de cor vermelho-carmim, o que diferencia a Brasil das variedades Rubi e Benitaka.

3. Thompson

  Recebeu esse nome por ter sido cultivada pela primeira vez na América do Norte pelo viticultor William Thompson.

  É o tipo mais plantado no mundo e seu grande atrativo é não ter sementes. Também é utilizada para produção de uva-passa.

4. Red Globe

 Variedade com grande aceitação para consumo in natura, por seu sabor e aspecto agradáveis.

 Tem cor cereja e bagos arredondados.

5. Niagara

  É a mais popular entre os brasileiros e possui alto teor de antioxidantes. Servem para confecção de vinhos menos nobres e preparo de geleias e sucos. Tem mais resistência às variações de clima.

6. Crimson

 Queridinha pelos supermercados, tem ganhado cada vez mais espaço, por ter maior durabilidade nas prateleiras.

 Sem sementes, tem formato alongado e cor que vai do rosa-pálido ao vermelho.      Sua casca é firme e crocante e sua polpa é suculenta e de sabor neutro.

7. Itália

 Batizada por um italiano no início do século 20, surgiu a partir de um cruzamento entre as uvas bicane e moscatel.

 Embora não seja usada na produção de vinhos, sua polpa saborosa é muito apreciada como fruta fresca.

8. Rubi

 É uma versão brasileira e rosada da uva-itália. Assim com a sua precursora, tem boas doses de vitamina C e revesterol, substância que combate os altos índices de colesterol no sangue.

Uva verde ou Uva vermelha


 A única diferença entre elas, além da cor é claro, é que a uva vermelha tem mais polifenol que a verde. Mas ambas contêm vários nutrientes, como vitamina C, minerais, carboidratos e polifenóis, que protegem o coração, e são: anticâncer, anti-inflamatório, antienvelhecimento e antimicrobiana. Os polifenóis estão concentrados nas sementes e na casca da uva, portanto, se possível lave bem a casca e coma também.

Suco ou vinho

  Prefere consumir a fruta em forma de suco ou vinho? Saiba que estudos mostram que uma taça de vinho ou um copo de suco de uva por dia diminui a chance de problema cardíaco, pois são ricas em polifenóis.

 Uma vez que os dois possuem essa substância é equivalente tomar suco ou vinho?

 Sim, mas também temos que considerar outro fator, o álcool!

 O suco de uva traz os benefícios à saúde que o vinho proporciona, mas sem a presença do álcool.

 Lembramos aqui, estamos considerando o benefício à saúde, não ao sabor.

Escolhendo a uva certa!

 

 ►  Procure uvas com ‘cabinhos’ verdes;


 ►  Examine as cores das uvas para determinar se estão maduras (as brancas apresentam tom esverdeado e as tintas tons violáceos escuros);


   Verifique se as uvas apresentam aromas frescos e doces;

  Não se preocupe com as manchas esbranquiçadas que algumas vezes aparecem na casca da uva. Isso acontece devido à presença de resíduos da calda bordalesa, que nada mais é do que a mistura do sulfato de cobre com a cal. A calda está presente superficialmente na casca da uva e pode ser eliminada após lavar em água corrente.

Uva

Vitis spp.

Uva, uma Fruta com muitos Benefícios

   A uva é o fruto da videira ou parreira, uma planta da família Vitaceae. É originária da Ásia e uma das frutas mais antigas utilizadas na alimentação humana. 

   Existem mais de 60 mil variedades da fruta. A cor, o sabor e o tamanho variam de acordo com cada espécie. A uva também é classificada quanto ao destino de produção, de mesa ou para vinicultura. Pode ser consumida in natura ou usada na preparação de doce, vinho, passas, musses, geleias, tortas, gelatinas, sucos.

   No Brasil, o cultivo da uva começou em 1532, trazida pela expedição do português Martim Afonso Pena. É uma das frutas mais exportadas e também uma das mais importadas pelo Brasil. 

  É impossível identificar a primeira ou exata região a cultivar uvas, os registros mais antigos datam de 7000 a. C. a  5000 a. C.  em regiões da China, Irã e na Geórgia, levando a crer que foram as primeiras regiões a fabricar o vinho. Segundo alguns enólogos (cientista da uva e do vinho), o vinho surgiu por acaso possivelmente por um punhado de uvas amassadas e esquecidas que sofreram o processo de fermentação. 

  Os Fenícios, natos comerciantes, levaram o fruto a Grécia, que logo foi absorvida pela cultura, na mitologia grega incorporada em Baco ou Dionísio. Os Gregos levaram sementes de uva para várias de suas colônias, mas foram certamente os romanos os grandes responsáveis pelos inúmeros vinhedos espalhados pela Europa. Símbolo de conquista e poder, as parreiras eram plantadas nas entradas das terras conquistadas durante a expansão romana, o vinho era a bebida dos gladiadores em homenagens as suas vitórias, as folhas de parreiras usadas atrás das orelhas dos imperadores, enfim, totalmente inserida no dia a dia cultural desses povos.

Confira os benefícios da Uva:

 

  Para o Coração: As uvas aumentam os níveis de óxido nítrico no sangue, que impede a formação de coágulos sanguíneos. Portanto, as uvas são uma forma eficaz de reduzir as chances de ataques cardíacos. Além disso, os antioxidantes presentes nas uvas evitam a oxidação do colesterol LDL, que bloqueia os vasos sanguíneos, é um contribuinte principal para várias condições coronárias. Ela também tem antioxidantes que agem como uma equipe de limpeza que ajudam na redução de toxinas do sangue.

 

 

  Para o Asma: Devido ao seu valor terapêutico bem conhecido, as uvas podem ser usadas como  cura para o asma. Além disso, o poder de hidratação das uvas também é alta, aumentando a umidade nos pulmões ajudando na redução dos ataques asmáticos.

 

  Para Saúde óssea: As uvas são uma fonte maravilhosa de micro-nutrientes como cobre, ferro e manganês, os quais são importantes na formação e força aos ossos.  Adicionando uvas na sua dieta em uma base regular pode prevenir o aparecimento de condições relacionadas à idade, como a osteoporose. O manganês é um elemento extremamente importante no corpo, o que ajuda em tudo, desde o metabolismo de proteínas, a formação de colágeno e funcionamento do sistema nervoso.

 

 

  Para Enxaqueca: Suco de uva madura é um remédio importante para a cura de enxaquecas. Deve ser bebido no início da manhã, sem misturar a água. Ironicamente, beber vinho tinto é muitas vezes considerada uma causa de enxaquecas, mais o extrato de suco de uva e de semente de uva é considerada uma solução para o problema. Pode ser difícil identificar o culpado, uma vez que incluem desequilíbrios químicos, falta de sono, mudanças no clima, ou deficiências nutricionais. O Álcool causa a enxaqueca, mas as uvas têm tantos antioxidantes que eles podem causar a curar da doença.

 

 

  Para Constipação: As Uvas são bastante eficazes na superação ajudando a eliminar a constipação. Elas são classificadas como um alimento laxante, porque? Elas contêm ácido orgânico, açúcar e celulose. Elas aliviam a constipação crônica por tonificar os músculos intestinais do estômago. As uvas são rica em fibras insolúveis, significa que elas permanece intactas enquanto, elas se movem através do trato digestivo. Promovendo a formação e excreção de fezes saudáveis.

  Para Indigestão: As Uvas desempenham um papel importante na dispepsia. Eles aliviam o calor e cura a  indigestão e irritação no estômago. 
 

 

  Para o Diabetes: Extrato de pele de uva (GSE) exerce uma atividade inibidora sobre hiperglicemia e pode ajudar no controle do diabetes.

 

 Para ajudar a prevenir as cáries: De acordo com um estudo recente, vinho tinto e extrato de semente de uva pode ajudar a prevenir as cáries.

 

 

  Para O Colesterol Do Sangue: As uvas contêm um composto chamado pterostilbene, que tem a capacidade de diminuir os níveis de colesterol de uma pessoa. Pterostilbene está intimamente relacionado com resveratrol, antioxidante benéfico e flavonoide que é também encontrado nas uvas, e as primeiras pesquisas tem mostrado que tem qualidades anti-câncer, bem como ter um grande impacto sobre os níveis de colesterol.  Além disso, as saponinas presentes na pele das uvas também pode impedir a absorção do colesterol .

 

 

   Atividade Antibacteriana: As Uvas vermelhas têm propriedades antibacterianas e antivirais que podem protegê-lo de infecções. Elas exibem propriedades antivirais contra o vírus da poliomielite e o vírus herpes simplex. Os estudos mostraram também que o sumo de uva pode combater infecções bacterianas no intestino e outros sistemas.

 

  Para Doença de Alzheimer: Resveratrol, um polifenol benéfico presente em uvas, reduz os níveis de amiloide-beta péptidos em pacientes com doença de Alzheimer. Estudos sugerem que as uvas podem melhorar a saúde do cérebro e retardar o aparecimento de doenças degenerativas neurais. Um estudo publicado no British Journal of Nutrition afirma que o suco de uva pode até mesmo melhorar a função cerebral de pessoas mais velhas.

  Evita a degeneração macular: As Uvas podem prevenir a perda da visão e degeneração macular. Pesquisa realizada na Universidade de Miami sugere que a dieta enriquecida com uvas melhora a saúde dos olhos e pode prevenir doenças da retina que ameaçam a visão.

 

 

 

 

 

 OBS: Conclusão, As uvas desempenham um papel fundamental na prevenção de inúmeros problemas de saúde e podem ser usadas como um remédio para várias doenças. Uvas secas, conhecidas como passas, também são extremamente nutritivas e podem ajudar a tratar muitas doenças, incluindo constipação, acidose, anemia, febre e disfunção sexual, também pode ajudar as pessoas a ganhar peso rapidamente e proteger a integridade da saúde.