Cultivando

 

 

 

 Características: Árvore de 4 a 10 metros e tem copa arredondada quando em pleno sol e piramidal quando no interior da floresta. O tronco é tortuoso com pequenas cavas ou sucos e mede 20 a 30 cm de diâmetro, com casca muito suberosa ou grossa, formada de diversas camadas. As folhas são simples, opostas e verdes foscas, oblongas (mais longa que larga) com textura rugosa e coriacea (rija como o couro) medindo 6,5 a 12 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura, com base é arredondada e o ápice é ovalado (com forma de ovo). As nervuras são bem distintas, pubescentes (coberta de pelos curtos) e salientes na face superior. As flores são hermafroditas, axilares (nascem na conjunção da folha com o ramo). O botão por abrir mede 1 cm de diâmetro e a flor depois de aberta mede 3 a 4 cm de diâmetro.  O cálice (invólucro externo) é denteado e mede 9 mm de comprimento e a corola (invólucro interno) contém 5 a 7 pétalas brancas de 1,6 a 1,8 cm de comprimento, com margem crenada (dentes arredondados).

 

 Dicas para cultivo: Árvore de crescimento rápido e muito resiste a geadas de -3 graus vegeta bem em qualquer altitude. O solo pode ser profundo, com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho) com pH neutro e rico em matéria orgânica. A árvore inicia a frutificação a partir do 3 ano após o plantio. Também é muito resistente a seca.

 

 Mudas: As sementes são de cor creme conservam o poder germinativo por mais de 1 anos após terem sido limpas e secas. Germinam em 40 a 60 dias se forem plantadas em substrato rico em matéria orgânica. As mudas atingem 30 cm com 6 meses de cultivo.

 

 Plantando: Pode ser plantada a pleno sol como em bosques com árvores grandes bem espaçadas. Abra covas  num espaçamento de 5 x 5 m; com dimensões de 40 cm de largura, altura e profundidade, misturando a terra da superfície com 500 g de calcário, 1 kg de cinzas e 8 kg de matéria orgânica bem curtida, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de setembro a outubro. Depois de plantada, irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar chuva por mais de 1 mês.

 

 Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou estiverem atrapalhando a formação da copa. Adubar com composto orgânico, pode ser 6 kg de matéria orgânica bem curtida + 30 g de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 4ª ano.

 

 Usos: Frutifica de fevereiro a abril. Os frutos são consumidos in-natura, ou para fabricação de geléias ou sorvetes. As árvores não devem faltar em reflorestamentos de preservação permanente por terem rusticidade e crescimento rápido.

Sete Capotes
Campomanesia guazumifolia

Sete Capotes
Campomanesia guazumifolia

Sete Capotes, uma fruta com sabor agradável e agridoce.

 

   Originária da Argentina, do Paraguai e do Brasil, é conhecida como aguaricará, nome guarani que significa “fruto da árvore de tronco coberto de várias camadas de cascas”, motivo pelo qual seu nome é também sete casacas. 

 

 Árvore que não ultrapassa os 10m de altura, é facilmente reconhecível por suas folhas buladas, isto é, marcadas profundamente com depressões parecidas com bolhas, as quais formam copa arredondada quando em cultivo ou piramidal quando na floresta. O fruto possui superfície aveludada, verde-amarelada na maturação e de agradável sabor agridoce, consumido principalmente ao natural. Se for utilizado para o preparo de sucos ou sorvetes, deve-se ter o cuidado de separar a polpa das sementes, pois se forem trituradas deixam gosto resinoso.

 

 De fácil cultivo e incrível adaptação a uma série de condições climáticas e de solo, apresenta rápido crescimento.

 

Pra que serve?

 Previne gripes e resfriados, é expectorante, trata desinteria e é boa para baixar a pressão.

 

 Aproveitamento alimentar: O sete-capotes é uma importante árvore frutífera silvestre, com frutos doces e comestíveis, apreciados pelo homem e pela fauna. Na indústria de alimentos, podem ser aproveitados em doces e possivelmente na elaboração de sucos e de sorvetes.

 

 Apícola: Essa espécie é melífera .

 

 Celulose e papel: A madeira do sete-capotes é inadequada para esse uso. O comprimento das fibras é de 0,64 mm e a porcentagem de lignina com a cinza é de 33,43% .

 

 Energia: A madeira de C. guazumifolia é recomendada para lenha e carvão.

 

 Madeira serrada e roliça: A madeira dessa espécie tem emprego em obras internas e externas e em tabuado em geral. 

 

 Medicinal: Na medicina popular, as folhas do sete-capotes são indicadas para uso interno (infusão e decocção) por suas propriedades adstringentes no tratamento de diarreia .

 Os índios de várias etnias do Paraná e de Santa Catarina usam as folhas dessa espécie como fortificante (engorda) .

 

 Paisagístico: essa espécie pode ser utilizada como ornamental.

 

 Plantios com finalidade ambiental: Campomanesia guazumifolia é  muito apropriada para plantio às margens de reservatórios de hidrelétricas, por suportar bem solos muito úmidos e atrair os pássaros que se alimentam dos frutos.