Características

Morango

Fragaria x ananassa Duch.

Os Benefícios do Morango 

 

 Para o cérebro: 

 O morango  mantem o coração saudável, as antocianinas colaboram com o cérebro. Alem disso   O morango pode auxiliar na prevenção da perda de memória.

 

 

 Prevenção de Câncer: 

 

 O morango tem uma combinação de agentes antioxidantes e anti-inflamatórios que é bem conhecido para combater o aparecimento de muitas formas diferentes de câncer, graças às Vitamina C, Folato, de Flavonoides, quercetina e kaempferol que ele também contêm, o morango é uma deliciosa defesa contra células potencialmente cancerígenas.

  Excelente Fonte de Vitamina C: 

 

 Uma xícara de morangos contém 136% da RDA de Vitamina C, é um antioxidante eficaz que pode ajudar a baixar a Pressão Arterial, garantir um Sistema Imunológico Saudável, e afastar o desenvolvimento de doenças oculares relacionadas com à idade, tais como catarata e degeneração macular.

 Para Saúde Óssea: 

 

 Os morangos são ricos em Manganês isso e ótimo para os ossos, ajudando na construção óssea e na manutenção da estrutura óssea adequada. O Potássio, Vitamina K, e o Magnésio dos morangos também são importantes para a saúde dos ossos.

 Benefícios do Morango em Manganês: 

 

 Uma xicara de morango contém 21% de Manganês, é um nutriente essencial, que atua como um anti-oxidante potente e um agente anti-inflamatório. Ao aumentar os níveis de superóxido dismutase (SOD), a enzima responsável pela proteção mitocondria expostos ao oxigênio, não só ajuda a combater na batalha contra os radicais livres e o estresse oxidativo, mas também diminui a inflamação celular e outras causas de inúmeras doenças cardiovasculares.

 Benefícios do Morango com os Antioxidantes: 

 

 Os Morangos contêm um composto químico chamado fenóis. A Antocianina é um fenol especial encontrado nos morangos, que dá a cor vermelha ao fruto.  Felizmente, sabe-se que quando os alimentos ricos em antocianinas são consumidos, os níveis de ácido úrico no corpo aumenta, o que serve como um agente antioxidante.

 Morango reduz os riscos de doença cardiovascular: 

 

  Um estudo publicado em 2013, descobriram que mulheres que comiam três ou mais porções de morangos e mirtilos em uma semana reduziram seu risco de ataque cardíaco em 32 %.

  Radiação Ultravioleta:

 

  O morango contém ácido elágico que, quando aplicadas topicamente protege a pele contra os raios ultravioletas nocivos do sol, que são os principais responsáveis ​​pelo envelhecimento da pele.

  Tratamento de Acne: 

 

 A vitamina C, ácidos alfa hidroxi (AHA), ácido salicílico e flavonoides em morangos ajudam na limpeza da acne e reduzindo a oleosidade. O Morango é um ingrediente comum em produtos anti-acne comerciais e em hidratantes. Máscaras de morango fresco são eficazes para as pessoas com pele maçante, danificada ou sujeito a acne. Se você está sofrendo de acne, purê de 7 a 8 morangos e adicione 1 colher de sopa de leite. Aplique esta mistura no rosto e enxaguar após 10 a 12 minutos. Este tratamento com morango deve ser feito pelo menos duas vezes por semana para se livrar da acne naturalmente.

  Hidrata o cabelo: 

 

 O morango protege as membranas celulares do couro cabeludo devido aos seus efeitos antioxidantes potentes, evitando assim a formação da camada hidrofóbica na sua superfície que isola o couro cabeludo em contato com a água. Aplicação de uma mistura de morangos e gema de ovo em seu couro cabeludo é uma ótima maneira de hidratar seu cabelo.

Cultivando

 


 

 Cultivares:
 

(a) para consumo ao natural: IAC Campinas, AGF-80, Sequóia e IAC Princesa Isabel;
(b) para consumo ao natural ou congelamento: Chandler, Dover, Oso Grande, Korona, Toyonoka e Reiko, sendo os dois úlltimos mais exigentes em frio;
(c) especial para congelamento: IAC Guarani;
(d) com potencial para cultivo: Cruz, Florida Belle, Korona, Pajaro, Raritan, Fern e Selva; 
(e) para possível uso ornamental (vasos): Santana, Tristar e Fragaria vesca.


 

 Clima e solo: Fern, Selva e Tristar são cultivares insensíveis ao fotoperíodo; F. vesca é de dias longos; os demais mencionados são de dias curtos. Temperatura acima de 30ºC inibe a floração e estimula a produção de estolhos. A geada danifica flores e frutos, especialmente os imaturos não protegidos pelas folhas. O desenvolvimento vegetativo ocorre a partir de 9ºC. O morangueiro desenvolve-se melhor em solos de textura média, sem excesso de umidade e de matéria orgânica.


 

 Época de plantio:
 

a) produção de mudas - setembro a novembro;
b) produção de frutos - depende do clima da região de cultivo, variando do início de fevereiro a fins de abril; o plantio escalonado (até junho), em regiões frias, permite estender a colheita de frutos de melhor qualidade, obtidos das primeiras floradas.


 

 Espaçamento e mudas necessárias:
 

a) produção de mudas - entre 1,5 a 3,5 m² por matriz, obtendo-se de 75 a 150 mudas por metro quadrado para a maioria dos cultivares;
b) produção de frutos - 30 x 30 a 35 cm, sendo as plantas dispostas em quadrado ou quincôncio, em canteiros com 2 a 4 fileiras, em função do porte do cultivar e da umidade do ar no local. São utilizadas de 65 a 80 mil mudas por hectare, de acordo com o espaçamento e a área de carreadores utilizados.


 

 Produção de mudas: deve constituir atividade distinta da produção de frutos, envolvendo a produção de matrizes em telado (melhor com cobertura de filme plástico) e a multiplicação das matrizes em campo. Propagar em telado apenas clones livres de vírus. Adotar sistema de propagação em bandejas ou outros recipientes, sem contato direto com o solo, usando substrato ou composto desinfestado quimicamente ou por calor. Manter rigoroso controle fitossanitário e tomar medidas para evitar mistura de cultivares. Efetuar a multiplicação de campo em terrenos de meia encosta, afastados pelo menos 300m de outros lotes de morangueiro. Usar glebas em pousio, ou cultivadas com leguminosas ou gramíneas, por 2 anos ou mais. Viveiristas especializados, registrados e fiscalizados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vêm produzindo a maior parte das mudas consumidas em São Paulo, contudo, muitos produtores de frutos produzem as mudas que usam. O Instituto Agronômico vem fornecendo matrizes básicas de morangueiro livres de vírus desde 1967. Cooperativas e empresas privadas, algumas utilizando micro propagação in vitro, vêm produzindo matrizes.


 

 Técnica de plantio: canteiros com 20 a 50 cm de altura, em função da textura do solo (maior para os pesados), e geralmente 1,2m de largura, para 4 fileiras de plantas. As mudas são normalmente comercializadas de raiz nua e plantadas diretamente nos canteiros de produção de frutos. O enviveiramento em canteiros durante 30 dias, ou o estabelecimento em recipientes, diminui a morte de mudas no transplante e propicia colheitas mais precoces. O plantio é manual.


 

 Controle da erosão: usar canteiros em nível, canais para escoamento de água de chuva e forração dos carreadores internos com capim seco.


 

 Calagem e adubação: fazer a calagem e adubação com base em análise de solo. Aplicar calcário para elevar a saturação por base a 80% e o teor mínimo de Mg no solo a 9 mmolc/dm³. Na produção de mudas, para solo de média fertilidade, aplicar 750 kg/ha de P2O5. Na cova, aplicar 10g de N, 35g de P2O5 e 20g de K2O. Na produção de morangos, fazer adubação de pré-plantio nos canteiros 25 a 30 dias antes do transplante das mudas: 15 a 30 t/ha de esterco de curral curtido ou 1/4 da quantidade em esterco de galinha, 40 kg/ha de N, 300 a 900 kg/ha de P2O5 e 100 a 400 kg/ha de K2O. Aplicae o potássio, de preferência na forma de sulfato de potássio. Em cobertura, aplicar 180 kg/ha de N e 90 kg/ha de K2O, parcelando em 6 aplicações mensais, espaçadas de um mês, sendo a primeira no início da floração. O K e o Ca favorecem a firmeza do fruto. Aplicar micronutrientes em função da necessidade das plantas, maior a partir de julho (2ª florada), utilizando pulverização com os produtos: ácido bórico (5 a 15 g/100 litros de água; fora do período de floração usar de 50 a 150 g), sulfato de zinco (100 a 200g) e sulfato de cobre (250 a 500g).


 

 Controle de doenças e pragas: o uso de mudas sadias é básico para o controle de vírus, fungos, bactérias, nematóides e mesmo de algumas pragas, como o ácaro do enfezamento. Em São Paulo, o uso de matrizes básicas sadias praticamente garante a produção de mudas livres de vírus. Algumas doenças, como mancha-das-folhas, e pragas, como afideos e formiga lava-pés, geralmente podem ser controladas quimicamente. Atenção deve ser dada à lagarta-rosca no transplante, ao ácaro-rajado em períodos de temperatura elevada e às podridões de fruto em períodos chuvosos. Para doenças fúngicas importantes, como "chocolate", "flor-preta", murcha de Verticillium e podridões de Phytophthora, adotar medidas preventivas: tratamento de mudas por imersão com fungicidas, plantio em solo não contaminado ou desinfestado, controle da umidade do solo (irrigação e drenagem), uso de adubação equilibrada (evitar excesso de nitrogênio), remoção e destruição de plantas afetadas. Esta última medida deve ser aplicada com rigor para a mancha-angular (Xanthomonas fragariae), visando erradicar a bactéria causal. Rotação de cultura, revolvimento do solo e solarização são medidas complementares para fungos de solo e nematoides. Irrigação por aspersão pode auxiliar no controle do ácaro rajado. Usar produtos químicos de forma criteriosa, especialmente quanto ao período de carência. Visando evitar ao aparecimento de formas resistentes, alternar produtos com diferentes ingredientes ativos, entre os cadastrados para morangueiro em São Paulo: (a) inseticidas: abamectin, carbaryl, dimethoate, fenpropathrin, malathion, mevinphos, naled e dichlorvos; (b) fungicidas: benomyl, captan, dodine, enxofre, fluazinam, folpet, hidróxido de cobre, iprodione, mancozeb + thiophanate methyl, oxicloreto de cobre, oxicloreto de cobre + mancozeb, procimidone, thiram e thiophanate methyl; (c) acaricidas: cyhexatin, enxofre, fenpropathrin, naled e propargite. Outros produtos cadastrados: metaldeyde (iscas moluscicidas para controle de lesmas), brometo de metila e dazomet (desinfestação de canteiros ou de substratos).


 

 Tratos culturais especiais: usar cobertura do solo dos canteiros de produção de frutos com lençol plástico (o preto controla mato), fitas de madeira picada ou casca de arroz. Fazer desbaste do excesso de folhas para arejamento das plantas.


 

 Irrigação: períodos críticos ocorrem logo após o transplante, na formação dos botões, floração e frutificação. Durante o período de colheita, irrigar a cada 2 dias, na capacidade campo. Excesso de umidade na planta dificulta a polinização.


 

 Colheita: o início depende do clima da região, variando de abril (Piedade, culturas de "soqueira" ou "tiguera"), maio (Atibaia/Jundiaí) a junho (regiões de clima mais quente), podendo estender-se até dezembro, com pico em agosto e setembro. É feita manualmente, no ponto de colheita "maduro" para fins industriais ou de "1/2 a 3/4 maduro", para comercialização in natura. São necessárias seis pessoas fixas por hectare e mais seis no pico de colheita.


 

 Produtividade normal: 30 a 35 t/ha, podendo chegar a mais 60 t/ha (800 g/planta).


 

 Rotação: cereais e leguminosas para adubação verde. Tem sido lucrativo o cultivo de alface, abobrinha ou beterraba (esta em Piedade), logo após o morango, devido ao preço elevado dos produtos no verão, aproveitamento de resíduos de adubação, dos canteiros e de mão-de-obra.


 

 Comercialização: em caixetas (cumbucas) de papelão ou de poliestireno expandido (isopor), com capacidade entre 250 e 800g. Os frutos geralmente são dispostos em fileiras, em uma ou duas camadas. Para mercado mais nobre já se utiliza caixeta plástica transparente e com tampa. A classificação é por tamanho, sendo "extra" acima de 14g e "de primeira" de 6 a 14g. Para uso industrial a fruta ‚ embalada solta, em caixas de madeira com 5 kg. A conservação do fruto é favorecida em câmara fria a 2ºC e 90% de umidade relativa do ar ou atmosfera com 20% de gás carbônico (CO2); a cobertura de embalagem com filme plástico retarda a retarda a deterioração por reter CO2 produzido pelos frutos.



 

Fonte: Boletim IAC, 200, 1998

Morango

Fragaria x ananassa Duch.

 
 
 

O Morango   


O morango é um pseudo-fruto, originário do receptáculo floral que se torna carnoso e suculento e rico em vitamina C. Os frutos verdadeiros são pequenos aquênios, vulgarmente denominados "sementes". Os morangos são consumidos in natura ou aproveitados para fabricação de iogurtes, sucos, geléias, bolos, etc.


 

 Planta herbácea, rasteira e perene da fam¡lia Rosaceae, propagada por via vegetativa, através de estolhos. Em geral, a cultura para produção de frutos é renovada anualmente. As abelhas são imprescindíveis para polinização.A comercialização é feita ao natural, congelada (frutos inteiros ou polpa) e polpa desidratada. No Brasil, São Paulo lidera a produção de morangos (31.266 toneladas em 816 ha, 1991). Cerca de 70% da produção‚ comercializada in natura e o restante para industrialização. O custo de produção chega a R$30.000,00/ha e cerca de 40% refere-se à colheita e embalagem. Quase toda a produção paulista‚ feita nas regiões de Atibaia, Jundiaí e Piedade. Preços mais elevados ocorrem até julho, antes do pico de produção que ocorre em agosto e setembro.