Heisteria

 Heisteria silvianii

 Reino:  Plantae

 Divisão:Magnoliophyta

 Classe: Magnoliopsida

 Ordem: Santalales

 Família: Olacaceae

 Género: Heisteria

 Família: Olacaceae

Propriedades e características:

 Nomes populares: Brinco-de-mulata, casca-de-tatu, casco-de-tatu, estrela-vermelha, gumbijova, heistéria, pau-de-mico, rapadura, umari.

 

 Características gerais: Espécie nativa do cerrado e da Mata Atlântica, perenifólia, esciófita ou de luz difusa, sendo característica da floresta ombrófila densa do sul e sudeste do Brasil.  Ocorre endemicamente nos estados de Minas Gerais (onde foi inicialmente descrita), Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A planta tem altura média entre 8 e 15 m, é completamente glabra em todas as suas partes, dotada de copa arredondada e densa, com tronco curto e cilíndrico, com 30-40 cm de diâmetro, revestido por casca áspera de cor pardacenta.

 Folhas: Alternas, com pecíolo ruguloso com 8-12 mm, lâmina oblongo-elíptica até oblonga, de ápice obliquamente atenuado e base cuneada, cartácea, discolor, de margens revolutas, com glândulas laticíferas, de 5-132 cm de comprimento por 2-4 cm de largura, com nervuras secundárias numerosas e central sulcada na face superior e saliente na inferior.

 Floração: Inflorescências em fascículos axilares com 6-12 flores. A floração ocorre de agosto a dezembro, frutificando de dezembro a fevereiro.

 

 

 Cultivo: Após o plantio das sementes, a emergência ocorre entre 30 e 40 dias, com baixa taxa de germinação. Em experimentos in vitro, a taxa de germinação fica em torno de 100%. O crescimento das plantas no campo é considerado lento.

 

 

Coleta de sementes: Coleta de frutos diretamente na árvore quando iniciarem queda espontânea, cortando-se os ramos frutíferos e batendo-os sobre uma lona para que soltem. Devem ser deixados em saco plástico para acelerar o apodrecimento e facilitar a retirada das sementes, que pode ser feita através da lavagem em água corrente.

 Propriedades nutricionais, medicinais e industriais: Os frutos, tipo drupa globosa, com polpa suculenta e escassa, são comestíveis e saborosos. São também utilizados para cultivo em reflorestamentos mistos, ou para arborização urbana, por servirem de alimento para a avifauna. A madeira é de boa qualidade, sendo dura ao corte e resistente ao apodrecimento.

 

  

 Risco de extinção: Esta espécie, por sua raridade na Mata Atlântica, está na lista de espécies ameaçadas, constando na lista da flora com risco de extinção do estado do Rio Grande do Sul como Criticamente em Perigo.