Deliciosas Receitas com Cagaita

                                                                     Compota de Cagaita  

 

         

 

Ingredientes:

 1 quilograma de cagaitas semimaduras (de vez)

 1 quilograma de açúcar

 Canela em pau

 

Modo de fazer:

 Lavar bem as frutas e deixá-las escorrer em peneira.

 Parti-las ao meio retirando as sementes (cumbuquinhas) Passar em água quente e deixar escorrer em peneira.  Numa panela, fazer uma calda rala.

 Colocar as frutas aferventadas e a canela dentro da calda e permanecer no fogo por 15 minutos

 Retirar do fogo, deixar esfriar e guardar em frascos de vidro de boca larga, esterilizados.

                                                             Geléia de Cagaita  

 Ingredientes:

 

 2 quilogramas e meio de polpa

 1 colher (sobremesa) de pectina

 400 gramas de açúcar

 

Modo de fazer:

 

 Levar ao fogo a polpa, o açúcar e a pectina Mexer, de vez em quando, até o ponto de fio reto

 Acondicionar em frascos de boca larga, esterilizados.  

                                                                 Pudim  de Cagaita

 

Ingredientes:

 1 lata suco de cagaita

 1 lata leite

 1 lata leite condensado

 4 ovos

 

Modo de fazer:

 

 Bater todos esses ingredientes no liquidificador Colocar em forma caramelada.

 Assar no forno em banho-maria ou no fogão em forma apropriada para pudim Levar à geladeira.

                                                                     Sorvete caseiro               

 

 

 

Ingredientes:

 

 1 litro e meio de suco puro

 1 lata de leite condensado

 

 

 

Modo de fazer:

 

Colocar o suco no liquidificador com uma lata de leite condensado Bater bem e levar ao congelador.

                                                  Sorvete industrial          

 

 

Ingredientes:

 

 4 quilogramas de polpa congelada

 3 quilogramas de açúcar

 190 gramas de Emustab

 140 gramas de liga neutra

 10 litros de água ou leite

 

Modo de fazer:

 

 Bater no liquidificador industrial e depois na sorveteira por 6 minutos

 

Observação: próprio para consumo, sem conservante, até 5 dias depois de feito.

Cultivando

 

 

 

 

 

 Características: Árvore pequena de 4 a 8 metros, notadamente decídua (perde as folhas no fim do inverno) de altura com copa arredondada ou cilíndrica de 2 a 4 metros de diâmetro. O tronco é cilíndrico e tortuoso, medindo 20 a 35 cm de diâmetro, com casca suberosa (grossa) e com sulcos profundos no sentido vertical e longitudinal; tendo coloração parda ou castanha. As folhas são opostas, simples, glabras (sem pelos) de textura coriácea (rija como couro). O limbo ou tecido foliar é luzidio ou brilhante na face superior, tem forma arredondada na base e no ápice, medindo 4 a 9 cm de comprimento por 2,5 a 4,5 cm de largura, sob pecíolo de 0,2 a 0,5 mm de comprimento contendo bifurcação com 1 e até 6 flores. As flores são hermafroditas, axilares (nasce na junção da folha e ramos da brotação do mesmo ano) sob pedúnculo ou haste de 1 a 3 cm de comprimento, cíclicas (com vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios); com cálice (invólucro externo) de 4 sépalas livres, e corola (invólucro interno) com 4 pétalas obovadas (com forma de ovo, só que a parte mais larga voltada para o ápice), brancas, medindo a 1,2 a 1,7 cm de comprimento. O Fruto é uma baga globosa, achatada nos polos de 2 a 4 cm de diâmetro com pele muito fina, amarelo claro quando madura, com polpa gelatinosa, sucosa, agridoce, envolvendo 1 a 2 sementes de 1 a 1,5 cm de comprimento de coloração creme e formato oval.

 

 Dicas para cultivo: É planta de lento crescimento nos 2 primeiros anos iniciais de cultivo, mais é adaptável a diversas condições, podendo ser cultivada em climas com temperaturas anuais entre 18 a 36 graus, resistindo bem a geadas de até menos 3 graus negativos, frutifica em altitudes desde o nível do mar até 1.000 acima do nível do mar. Em seu lugar de origem as chuvas vão de 1.000 a 1.800 milímetros anuais; vegetando bem nos mais variados tipos de solos, principalmente os ácidos com terra do tipo latossolo (amarelada ou avermelhada) ou arenosos, mais que de preferência tenham boa drenagem e sejam profundos. Começa a frutificar com 4 a 7 anos de idade a depender do clima e práticas culturais.

 

 Mudas: As sementes são ovais, recalcitrantes (perdem o poder germinativo em 20 dias). Por isso recomendo que semeie 1 sementes diretamente em saquinhos individuais de 21 cm de altura por 8 cm de diâmetro, contendo substrato de 50% de terra vermelha, 20% de areia e 30% de matéria orgânica bem curtida. Os saquinhos semeados devem ficar em pleno sol e receber irrigação dia sim, dia não. A germinação se dá em 40 a 80 dias, e as mudas atingem 30 cm com aproximadamente 12 meses após a germinação.

 

 Plantando: Recomendado que seja plantada a pleno sol num espaçamento 4 x 4 m em climas com inverno mais frio e num espaçamento de 6 x 6 m em climas com inverno quente. As  covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 30% de areia + 30% de matéria orgânica e 500 g de cinzas de madeira aos 30 cm de terra da superfície da cova. Deixar curtir por 2 meses, e depois já se pode plantar na melhor época que vai de setembro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover.

 

 Cultivando: A planta cresce lentamente nos primeiros 2 anos e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com pó de cerra e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Adubar com 2 kg de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 30 gramas de NPK 10-10-10 a partir do mês de outubro. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro. Fazer apenas podas de limpeza eliminando os galhos voltados e cruzados para o interior da copa.

 

 Usos: Frutifica nos meses de Outubro a Novembro. Os frutos são consumidos in natura e tem sabor delicioso, devendo ser consumido em pequenas quantidades para não causar disenteria como o próprio nome científico diz. A polpa pode ser congelada e utilizada para produzir sucos, geleias e sorvetes deliciosos. A árvore é muito bela quando florida e as flores tem grande potencial apícola.

 

 Doenças

 

 Em viveiro, as mudas de cagaiteira podem ser acometidas por doenças fúngicas que ocasionam manchas foliares, apodrecimento de raízes e morte de plântulas.

 

 Em estado nativo, segundo Silva et al. (2001), entre as doenças que acometem a cagaiteira, destaca-se a mancha-parda, causada pelo fungo Phloeosporella sp., encontrada também atacando as folhas de mudas em viveiro. O controle, segundo Leão et al. (1998) deve ser feito pelo uso conveniente da irrigação, sempre visando a evitar o encharcamento do colo das plantas e pulverização quinzenal com produtos à base de tiofanato metílico (0,12%) ou oxicloreto de cobre (11%).

 

 Pragas

 

 Após o estabelecimento da cultura, deve-se ter o cuidado de iniciar o combate às formigas, cujos danos constituem um dos fatores limitantes do sucesso de plantações recentes de cagaiteira. Entre os produtos com essa finalidade encontrados no mercado, destacam-se os de forma sólida (granulado ou pó), os líquidos e os gasosos, que permitem combatê-las em qualquer situação.

 

 Os frutos da cagaiteira são bastante atacados por moscas-das-frutas, principalmente, da espécie Anastrepha obliqua, o que tem limitado o consumo nacional e a exportação destes.

Cagaita
Eugenia dysenterica

Cagaita
Eugenia dysenterica

Conheça a Cagaita, uma frutinha do Cerrado

 Cagaita: O nome é bastante estranho, mas tem lá sua razão de ser.

 

 Azedinhos, os frutos da cagaiteira, quando comidos em grande quantidade, especialmente se estiverem quentes do sol, têm efeito laxativo.

 

 Suas folhas, no entanto, preparadas em infusão, têm efeito exatamente oposto.

 

 Mas o que mais está chamando a atenção dos pesquisadores são os elevados níveis de vitamina C e a presença de antioxidantes na composição da fruta do Cerrado.

 

 Popular no Centro-Oeste brasileiro e praticamente desconhecida no restante do país, só agora a cagaita (Eugenia dysenterica) começa a ser "redescoberta" pela ciência.

 

Ótima fonte de Vitamina C

 Cagaita: Essa fruta do Cerrado é rica em vitamina C e antioxidantes;

 A vitamina C - em níveis superiores aos encontrados em muitas frutas convencionalmente cultivadas - e os antioxidantes abrem a possibilidade de usar a cagaita em bebidas funcionais e isotônicas, além de aproveitá-las em geleias.

 

 "O que estamos propondo são novas opções de sabores, com a vantagem de se aproveitar as propriedades antioxidantes e a vitamina C da fruta", afirma Lucia Maria Jaeger de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela explica que, nas áreas do Cerrado brasileiro, onde laranjas e outros cítricos do gênero não são tão abundantes, frutas como a cagaita oferecem uma fonte de vitamina C acessível à população.

 

 O aproveitamento da cagaita também terá importantes impactos sociais e ambientais.

 

 A exploração comercial da cagaiteira contribuiria, por exemplo, para a fixação no campo dos pequenos agricultores da região região do Cerrado, um dos biomas mais devastados do país, permitindo ainda a ampliação do cultivo dessas árvores nativas, que vêm perdendo espaço para a formação de pastos.

Sorvete de Cagaita

Rica em Carotenoides

 

 As pesquisadoras Ediane Ribeiro e Patrícia Gomes, por sua vez, lançaram mão de recursos de alta tecnologia para estudar a cagaita a fundo.

 

 Suas análises revelaram que a cagaita contém 90% de água; 0,25% a 0,33% de minerais; 1,85% a 2,03% de proteínas; 0,20% a 0,36% de lipídios; e 7,62% a 8,73% de carboidratos.

 

 A polpa, com ou sem casca, contém bom conteúdo de açúcares e baixo valor calórico.

 

 Sua boa capacidade antioxidante vem da vitamina C e dos carotenoides - substâncias que lhe conferem a coloração amarelada, como a luteína e a zeaxantina.

 

 "Por todas essas propriedades, nossa meta é estudar formas de aproveitar a cagaita em alimentos, sem reduzir sua atividade antioxidante ou seus níveis de vitamina C," resumiu a pesquisadora.

 

 Sua árvore, a cagaiteira, pode atingir até 10 metros de altura. Na época de sua floração, nos meses de agosto e setembro, a cagaiteira emite flores brancas em abundância, muito perfumadas. A época de frutificação da cagaiteira é nos meses de setembro e outubro.

 

  A cagaita tem sabor acidulado, merecem certa atenção quanto à quantidade ingerida. Os frutos maduros que caem das árvores e ficam expostos ao sol sofrem fermentação e, se consumidos em excesso, causam efeito laxante, o que justifica o nome popular e o nome científico. Os frutos da cagaiteira são fontes de vitaminas do complexo B, Vitamina C e Niacina, além de glicídios e proteínas.

 

 A madeira da cagaita é utilizada na construção civil. Por ter porte médio e ser muito bonita quando se encontra na época da floração, a cagaiteira é utilizada como ornamentação. Suas folhas são usadas com fins medicinais, pois, ao contrário dos frutos, têm ação antidiarreica.  Em Brasília, no Distrito Federal, é comum vermos cagaiteiras enfeitando a cidade, compondo um paisagismo público que agrega beleza e benefícios à população.

 O óleo da polpa da cagaita contém aproximadamente 2 g de lipídeos totais. Destes 28% são ácidos graxos saturados principalmente palmítico (24%); 50% de ácidos graxos monoinsaturados principalmente oleico (36%); e 22% de polinsaturados, principalmente linolênico (12%), um ácido graxo essencial.

 

 Semente, casca e polpa da cagaita são excelentes fontes de antioxidantes. Os hidroalcoólicos das folhas da cagaita são usados como antidiarreico, existindo relatos do seu uso no tratamento de diabetes e icterícia, enquanto somente os frutos têm propriedades laxativas.