Cacau

Theobroma cacao L

Os benefícios do Cacau:

  O cacau é considerado um dos alimentos funcionais mais importantes. O Cacau apareceu pela primeira vez na bacia amazônica, e cresce somente em climas úmidos, quentes e sombreadas. Os grãos de cacau são cultivadas principalmente na África, na Ásia e na América do Sul e central. Os Grãos de cacau são produzidas pela planta “Theobroma cacao“, que traduzido, significa “alimento dos deuses”. Isso é um bom nome para o cacau, tendo em conta os inúmeros benefícios para à saúde.

 Os grãos de cacau são conhecidos por terem mais de 300 compostos saudáveis. Algumas delas incluem, feniletilamina, teobromina, e muitos polifenóis, como flavonoides. O cacau contêm também muitas vitaminas e minerais, Tais como o Potássio e Cobre, que ajudam a melhor a saúde cardiovascular, e Ferro, que transporta oxigênio através do corpo. O Cálcio e o Magnésio também é encontrado nas sementes de cacau, que são necessários para que todos os principais órgãos funcionem corretamente.

Veja os benefícios do cacau:

  Para o Cérebro : O cacau também age como um estimulante cerebral, pois contribui para a proliferação dos neurônios e aumenta a frequência das atividades neurológicas e cerebrais.

 Para Pele : Cacau é Rico em retinol, ácido ascórbico e vitaminas A, B1, B2 e B3, o cacau é utilizado como ingrediente de tratamentos estéticos para retirar a camada de células mortas da pele e suavizar as linhas de expressões finas, além de hidratar e oxigenar as células, ação que deixa o rosto com aspecto rejuvenescido.

  Fonte de Energia : Os grãos de cacau reduz a ansiedade, promovendo, simultaneamente, o estado de alerta. Uma xícara de cacau pode fornecer a mesma energia que uma xícara de café. 

  Para a Asma Crônica : Cacau contém xantina e teofilina, que ajuda a relaxar espasmos bronquiais e abertura brônquios constrição. Isso facilita um fluxo fácil de ar e é valioso na cura de várias alergias, inclusive a asma e falta de ar. O consumo de cacau, portanto, ajuda no alívio da asma brônquica.

  Antidepressivo : Os grãos do cacau são considerados como um anti-depressivo natural. Estes grãos contêm dopamina, feniletilamina (PEA) e serotonina, os quais são usados ​​para promover a saúde mental e um bom humor. Além disso, estes grãos também contêm inibidores da monoamina oxidase e aminoácido triptofano. Inibidores da monoamina oxidase (MOA) trabalham para manter a dopamina e serotonina na corrente sanguínea por mais tempo, o que poderia aliviar a depressão e promover a sensação de bem-estar. O triptofano é importante na produção do corpo de serotonina.

   para o Coração : O cacau é um alimento saudável para o sistema cardiovascular, pois contêm polifenóis, que tem sido provado ser bastante benéfico para a boa saúde do coração. A pesquisa indica que os polifenóis, como encontrado no cacau, pode reduzir a pressão arterial.

 

  Benefícios do cacau na Perda de Peso : Pesquisas mostram que os polifenóis do cacau podem melhorar a sensibilidade à insulina. Os cientistas estão estudando a relação entre a obesidade e uma condição conhecida como síndrome de resistência à insulina. Além disso, o aumento da sensibilidade à insulina, a partir do grãos do cacau ou do Chocolate escuro por exemplo, podem apoiar os esforços na perda de peso. Ainda mais, pelos anti-depressivos naturais encontrados nos grãos do cacau.

  fonte de Antioxidantes: O Cacau contém a maior concentração de antioxidantes de qualquer alimento. Os antioxidantes ajudam a apoiar o seu sistema imunológico, podem prevenir câncer e doenças do coração, e retardar o processo de envelhecimento.

 

 

  Para a Estética: O Cacau contém algumas substâncias como o retinol, ácido ascórbico e as vitamina A, vitamina B1, vitamina B2 e vitamina B3. A polpa do cacau se tornou uma grande aliada da indústria da beleza. O alimento é utilizado em máscaras que ajudam a promover a hidratação e oxigenação da pele. O ácido presente na polpa do cacau realiza uma leve esfoliação, eliminando as células mortas e suavizando as linhas finas.

Cultivando

   O cacaueiro é uma planta estimulante, tropical, pertencente à família das Esterculiáceas, encontrado em seu habit, nas Américas, tanto nas terras baixas, dentro de bosques escuros e úmidos sob a proteção de grandes árvores, como em florestas menos exuberantes e relativamente menos úmidas, em altitudes variáveis, entre 0 e 1.000m do nível do mar. Do fruto do cacaueiro se extraem sementes que, após sofrerem fermentação, transformam-se em amêndoas, das quais são produzidos o cacau em pó e a manteiga de cacau.


 

  Em fase posterior do processamento, obtém-se o chocolate, produto alimentício de alto valor energético. Envolvendo as sementes, encontra-se grande volume de polpa mucilaginosa, branca e açucarada, com a qual se produzem sucos, refrescos e geleias. Da casca, extrai-se a pectina, que após simples processamento mecânico, se transformam em ração animal, ou ainda, por transformações biológicas, pode ser usada como fertilizantes orgânicos.


 

  Cultivares: 

(a) clones selecionados em regiões cacaueiras do Estado de São Paulo, introduzidos de outras regiões cacaueiras, nacionais ou estrangeiras, adaptados às condições de solo e clima paulistas.

(b) híbridos provenientes de cruzamentos intercoloniais entre cacaueiros dos grupos Amazônico e Trinitário.


 

  Clima e solo: 


(a) clima – latitudes entre 22ºN e 22ºS. Adapta-se bem em regiões com temperaturas médias superiores a 21ºC. Tolera, por curto espaço de tempo, temperaturas mínimas próximas a 7ºC, durante os meses mais frios do ano, porém pode ocorrer injúria nas sementes, resultando em um produto final de qualidade inferior. Exige precipitações pluviométricas superiores a 1.300mm anuais, bem distribuídos ao longo do ano, como na região litorânea e Vale do Ribeira e grande parte do planalto paulista. Regiões como deficiência hídrica superior a 100mm anuais não são indicadas à exploração econômica da cacauicultura. 


(b) solos – devem ser profundos e bem drenados. Na região litorânea, os mais indicados são o latossolo vermelho-escuro, o podzólico vermelho-amarelo e os aluvionais de boa fertilidade natural. No planalto paulista, os podzólizados de Lins e Marília var. Marília, e os latossolos roxos.


 

  Época de plantio: sementes em viveiro – setembro abril. Mudas no campo – praticamente o ano todo, na região litorânea e Vale do Ribeira. No planalto paulista, de outubro a março.


 

  Espaçamentos: diversos, em função da fertilidade do solo e dos objetivos da exploração econômica, podendo variar entre 1.000 e 2.000 plantas/hectare.


 

  Mudas necessárias: entre 1.000 e 2.000, em função dos espaçamentos adotados.


 

  Controle da erosão: plantio em nível, nas encostas.


 

  Calagem: de acordo com a análise de solo, elevar o índice de saturação por bases para 50%.


 

  Adubação de plantio: 60 dias antes do plantio, incorporar por cova, 2 a 4 litros de esterco de galinha ou 10 a 20 litros de esterco de curral curtidos, 1kg de calcário dolomítico ou magnesiano, 100g de P2O5, 30g de K2O e, se o solo for deficiente, 3g de Zn. Acrescentar, em cobertura, 4 aplicações e 10g de N/planta, de dois em dois meses.


 

  Adubação de formação: aplicar em cobertura ao redor das plantas, em três parcelas no período das chuvas, de acordo com a idade das plantas e a análise de P e K no solo, em gramas por planta: no 1º ano, 40g de N, 20 a 60g de P2O5 e 20 a 60g de K2O; no 2º ano, 80g de N, 30 a 90g de P2O5 e 30 a 90g de K2O; no 3º ano, 120g de N, 40 a 120g de P2O5 e 40 a 120g de K2O.


 

  Adubação de produção: aplicar, de acordo com a análise de solo, 50 kg/ha de N, 30 a 90 kg/ha de P2O5, 20 a 60 kg/ha de K2O e até 4 kg/ha de Zn, parcelados em três vezes, e aplicados em cobertura, nos meses de outubro, dezembro e março.


 

  Outros tratos culturais: roçadas, para manter a cultura limpa; desbrotas, para eliminar os ramos ladrões; podas, para dar forma à planta e facilitar os tratos culturais e as colheitas.


 

  Arborização: em matas virgens, proceder ao raleamento parcial da área deixando as espécies arbóreas desejáveis para propiciar 40% de sombra à plantação. Em terrenos desbravados, arborizar com uma das seguintes espécies de utilização temporária como, bananeira-prata, bananeira-nanicão, Thephrosia candica DC ou Leucaena glauca Benth., em associação com as espécies permanentes, como farinha-seca (Ptecellobium edwallii) para sombramento, e Grevillea robusta A. Cunn. ou jaqueira (Artocarpus integrifolia L.f. Moraceae) para quebra-vento.


 

  Controle de pragas e doenças: efetuar o controle sistemático às formigas quenquém e saúva, com produtos específicos. No controle a outros insetos, principalmente tripes, vaquinhas, percevejos e lagartas, empregar deltamethrin, malathion, trichlorfon ou carbaryl. Controle preventivo das doenças fúngicas: podridão-parda (Phytophthora spp.) – acetado de trifenil estanho, hidróxido de trifenil estanho e fungicidas cúpricos; podridão-morena (Botryodiplodia theobromae) – fungicidas cúpricos; e antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) – mancozeb e cúpricos.


 

  Colheita: inicia-se a partir do 2º ano. Do 2º ao 4º ano, os frutos podem ser colhidos praticamente durante o ano todo. A partir do 5º ano, as colheitas são feitas em dois períodos: safra (novembro a fevereiro) e temporão (abril a agosto).


 

  Produtividade normal: a partir do 7º ano, 1.200 a 1.500 kg/ha.



 

Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.

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