Banana
Musa spp

A Banana é um fruto cuja origem é o sudeste do continente asiático.

 

Esta fruta tropical possui uma polpa macia, saborosa e doce.

 

Elas formam-se em cachos na árvore chamada bananeira.

 

Existem diversas espécies de bananas. No Brasil, as mais conhecidas são: nanica, prata, banana-terra e a banana maçã.

 

Quando estão maduras ficam com as cascas amarelas (maioria das espécies) ou vermelhas (minoria).

 

Cada bananeira produz de uma só vez de 5 a 15 pencas de banana.

 

São muito utilizadas na culinária de centenas de países. São consumidas ao natural, fritas, cozidas e assadas.

 

Uma banaca madura e de porte grande (nanica, por exemplo) pesa, em média, 120 gramas.

 

A banana é uma fruta rica em fibras, potássio, vitaminas C e A.

 

A banana não possui sementes, ela é um fruto sem fecundação prévia.

 

Aproximadamente, 70% deste fruto é composto por água.

 

A banana nanica, mais consumida no Brasil, é muito utilizada em bolos, doces e outros pratos da culinária brasileira.

 

Você sabia?

 

- Comemora-se em 22 de setembro o Dia da Banana.

 Confira!! 25 Benefícios da Banana. 

1. Bananas ajudam a superar a depressão devido aos altos níveis de triptofano, que é convertido em serotonina – o neurotransmissor cerebral do bem humor.

 

2. Comer duas bananas antes de um treino intenso dá muito mais energia e mantém o açúcar no sangue.

3. Proteja-se contra cãibras musculares durante os treinos e cãibras nas pernas, por comer uma banana prata.

4. Neutraliza a perda de cálcio durante a micção e constrói ossos fortes.

5. Melhora o seu humor e reduzirá os sintomas da TPM comendo uma banana, que regula o açúcar no sangue e produz relaxamento para aliviar o estresse.

6. Bananas reduzem o inchaço, protegem contra o diabetes tipo II, ajudam na perda de peso, fortalecem o sistema nervoso e ajudam com a produção de glóbulos brancos, tudo devido a altos níveis de vitamina B6.

7. Fortalece seu sangue e alivia a anemia com a adição de ferro.

8. Alta em potássio e pobre em sal, as banana são reconhecidas oficialmente por serem capaz de reduzirem a pressão arterial e protegerem contra ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

9. Rica em pectina, ajuda na digestão e inibe toxinas e metais pesados no corpo.

10. Bananas agem como um próbiótico, estimulando o crescimento de bactérias amigas no intestino. Elas também produzem enzimas digestivas para ajudar na absorção de nutrientes.

11. Prisão de ventre? Alta fibra da banana pode ajudar a normalizar a mobilidade intestinal.

12. Bananas são calmantes para o trato digestivo e ajudam a restaurar eletrólitos perdidos após diarreia.

13. As bananas são um antiácido natural, proporcionando alívio de refluxo ácido, azia.

14. As bananas são a única fruta crua que pode ser consumida sem perigo para aliviar úlceras estomacais, protegendo as paredes do estômago contra ácidos corrosivos.

15. Comer bananas irá ajudar a prevenir câncer de rim, proteger os olhos contra a degeneração macular e construir ossos fortes, aumentando a absorção de cálcio.

16. Bananas vão te tornar mais inteligente e ajudar com a aprendizagem, tornando você mais alerta. Coma uma banana antes de um exame, provas e coisas do tipo.

17. Bananas são ricas em antioxidantes, proporcionando proteção de doenças crônicas.

18. Comer uma banana entre as refeições ajuda a estabilizar o açúcar no sangue e reduzir a náusea da manhã.

19. Esfregue um pedaço de banana, com a parte interna da casca de banana, para aliviar a coceira e irritação.

20. Controla o açúcar no sangue e evita a compulsão por comer entre as refeições.

21. Comer uma banana pode diminuir a temperatura do corpo e refrescá-lo durante uma febre ou em um dia quente.

22. O triptofano natural, hormônio do humor, é potencializado com uma banana por dia.

23. Parar de fumar? Bananas contêm altos níveis de vitaminas do complexo B, bem como potássio e magnésio para acelerar a recuperação dos efeitos da retirada.

24. Retire uma verruga, colocando o interior de um pedaço de casca de banana contra a verruga e pressionando no lugar.

25. Esfregue o interior de uma casca de banana em seus sapatos de couro ou bolsa para um brilho rápido.

   Tabela de Nutrientes   
Bananas com Chocolate
Uma delicia!!
Características

Cultivando


 

 As bananeiras pertencem à família botânica Musaceae e são originárias do Extremo Oriente. É uma planta típica das regiões úmidas com crescimento contínuo, hibernando somente em condições de temperatura ou umidade desfavoráveis. Sua altura varia de 1,8 a 8,0m.


 

 Dada a característica de emitir sempre novos rebentos, o bananal é permanente na área, porém com as plantas se renovando ciclicamente. A banana é um alimento energético, sendo composta basicamente de água e carboidratos, contém pouca proteína e gordura. É rica em sais minerais como sódio, magnésio, fósforo e, especialmente, potássio. Há predominância de vitamina C, contendo também A, B2, B6 e niacina, entre outras.


 

 Cultivares: para exportação e mercado interno – Grande Naine, Jangada, Lacatan, Nanica, Nanicão, Poyo, Piruá, Valery e Willians; mercado interno-mesa – Branca, Colatina Ouro, Enxerto (Prata Anã), Grande Naine, Leite, Maçã, Mysore, Jangada, Nanica, Nanicão, Ouro, Ouro da Mata, Pachá Naadan, Padath, Platina, Poyo, Prata, Prata Zulu, São Domingos e São Tomé; para fritar – Farta Velhaco, Figo cinza, Figo Vermelha, Maranhão, Ouro, Terra, Terra Caturra e Terrinha; compota – Grande Naine, Nanica, Nanicão, Ouro, Piruá, São Domingos e Valery; doce em massa – Branca, Grande Naine, Jangada, Nanica, Nanicão, Prata, Piruá, Valery e Willians; purê – Grande Naine, Jangada, Lacatan, Nanica, Nanicão, Poyo, Piruá, Valery e Willians.


 

 Clima e solo: a temperatura ideal para a bananeira está entre 20 e 24ºC, sendo aceitável a faixa de 15 a 35ºC. Temperaturas acima de 35ºC e, especialmente, abaixo de 12ºC provocam paralisação no seu desenvolvimento e danos aos frutos. O cultivar Nanica é o mais sensível ao frio, e Maçã o mais resistente. Evitar áreas com ocorrência de geadas ou ventos fortes. O total de chuvas por ano deve ser superior a 1.800mm, chegando-se a um consumo de água em áreas irrigadas de 3.000mm ao ano. O cultivar Ouro é pouco tolerante à falta de água, o Nanica e Nanicão medianamente tolerantes, os outros resistem mais a períodos de seca. Umidade relativa alta, acima de 80%, favorece o desenvolvimento das plantas, entretanto, em áreas mais úmidas há maior incidência de doenças nas folhas e frutos. Preferir solos bem drenados (lençol freático abaixo de 60cm), pouco acidentados e evitar os sujeitos à inundação.


 

 Práticas de conservação do solo: plantar em nível; na formação do bananal em relevo acidentado capinar ruas alternadas, utilizar culturas de cobertura entre as fileiras de plantas ou manter o solo coberto, manejando a vegetação espontânea com roçadeira ou herbicida. Dispor os pseudocaules cortados em fileiras, formando curvas de nível.


 

 Propagação: retirar mudas de bananeiras livres de nematóide, broca ou mal-do-panamá. Escalpelar toda a parte escura do rizoma. Em muda tipo filhote, eliminar raízes velhas. No caso de aquisição de mudas produzidas por biotecnologia, exigir garantia quanto ao percentual máximo de ocorrência de mutação somaclonal.


 

 Plantio: podem ser empregadas mudas tipo pedaço de rizoma ou rizoma inteiro (chifrinho, chifre, chifrão, replante ou guarda-chuva). Quanto mais leve a muda, mais tempo para frutificar. Mudas produzidas por biotecnologia são mais precoces e perfilham mais. Colocar pouca terra sobre a muda; por ocasião da primeira capina, completar o fechamento da cova ou sulco. Dispondo de irrigação, o plantio pode ser feito todo o ano; sem irrigação, preferir o início da estação das chuvas. No caso de mudas obtidas a partir de cultura de tecidos, plantá-las diretamente no campo somente se houver boas condições de umidade. Evitar o plantio em épocas com temperaturas menores que 15ºC.


 

 Espaçamento: cultivares de porte baixo ou médio – 2 x 2m ou 2 x 2,5m; porte alto – 2 x 3m ou 3 x 3m.


 

 Mudas necessárias: porte baixo ou médio: 2.000 ou 2.500 mudas por hectare; porte alto: 1.111 ou 1.333 mudas por hectare.


 

 Covas: 30 x 30 x 30cm ou sulcos em nível com 30cm de profundidade.


 

 Calagem e adubação: proceder à análise de solo para determinar as necessidades de adubação e calagem. A quantidade de adubo por planta varia em função de uma meta de produtividade, dos teores de P e K do solo e do espaçamento do bananal. Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%, usando sempre calcário dolomítico; manter o nível de Mg acima de 9,0mm olc/dm3.


 

 Adubação de plantio: aplicar antes do plantio, por cova, 10 litros de esterco de curral curtido ou 2 litros de esterco de aves ou 1 litro de torta de mamona, especialmente em solos arenosos. Para uma meta de produtividade entre 20 a 50 t/ha e, dependendo do teor de P no solo (alto, médio ou baixo), aplicar 20 a 100 kg/ha de P2O5, misturados com a terra no fundo da cova ou sulco. Em solos deficientes, aplicar também 5kg/ha de Zn.


 

 Adubação de formação: para a mesma meta de produtividade e dependendo dos teores de P e K no solo, aplicar 40 a 70 kg/ha de N e 30 a 120 kg/ha de K2O aos 30-40 dias após o plantio. Aos 70 a 90 dias, aplicar 20 a 100 kg/ha de P2O5, mais 90 a 180 kg/ha de N e 70 a 280 kg/ha de K2O. Aos 120-150 dias aplicar mais 60 a 100 kg/ha de N, 50 a 170 kg/ha de K2O. Utilizar adubos (fontes de N ou P) que forneçam sulfato (30 kg/ha/ano de S). Distribuir o adubo em círculos de 100cm de diâmetro ao redor das plantas.


 

 Adubação de produção: as adubações anuais de N, P e K, por família de plantas, deverão ser ajustadas em função da produtividade esperada e dos teores de P e K obtidos pela análise de solo. Parcelar a adubação em três vezes (início, meio e fim da estação das chuvas) e em áreas irrigadas em seis vezes, distribuindo o adubo em uma faixa a 40cm, em semicírculo de 100cm de raio, na frente do rebento mais jovem (sentido do caminhamento do bananal). Aplicar por ano 120 a 500 kg/ha de N, 20 a 260 kg/ha de P2O5 e 130 a 730 kg/ha de K2O.


 

 Controle de pragas e doenças: broca e nematóides - plantar somente mudas livres de broca e nematóides; aos 30 dias após o plantio, aplicar nematicida sistêmico rente à muda e antes de fechar a cova, repetindo o tratamento após 6 meses. Em mudas obtidas por biotecnologia e em áreas livres de nematóide, não é preciso fazer esse tratamento no plantio. No bananal em produção, aplicar o nematicida logo após a colheita dentro da planta-mãe com o auxílio da lurdinha. Após 6 meses, repetir o tratamento dividindo a dose entre os filhos desbastados. Vírus – eliminar todas as plantas com sintomas. Mal-de-sigatoka – atomizar mensalmente, de outubro a maio, óleo mineral com fungicida. Mal-do-panamá – utilizar cultivares tolerantes.


 

 Reforma do bananal: efetuar reformas periódicas nos bananais. Um indicador de ordem prática do momento em que o bananal exige uma reforma é a inexistência de neto quando da colheita da mãe.


 

 Outros tratos culturais: manter o solo sempre limpo com capinas manuais ou herbicida em jato dirigido. Em terrenos declivosos, fazer somente roçadas ou usar herbicida de contato. Não empregar cultivares em bananais com mais de 1m de altura. Após as adubações, eliminar as folhas velhas com penado ou facão e retirar as brotações supérfluas com a lurdinha, deixando apenas uma família por cova. Escorar os cachos em bananais com raízes fracas ou em áreas sujeitas a ventos fortes.


 

 Colheita: o ano todo, 12 meses após o plantio, quando a fruta atingir a plenitude de seu desenvolvimento (mercado interno) ou segundo o diâmetro da fruta solicitado pelo importador.


 

 Produtividade normal: um cacho por pé ao ano, com peso, segundo o cultivar, de 5 a 80kg.


 

 Cultivaras intercalares: feijão de mesa, apenas no período de formação. Não usar gramíneas.


 

 Comercialização: a comercialização de frutos em cachos tende a diminuir, evoluindo para penca ou buquê (6 a 8 bananas) acondicionado em embalagens padronizadas (torito, caixa de madeira ou papelão). Frutos para mercados próximos podem ser climatizados (amadurecidos em estufa) nas regiões produtoras, para áreas mais diferentes, climatizar no destino.



 

Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.

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