Araticum-do-Cerrado
ou Marolo

 

Nome científico: Annona crassiflora Achott

 

Família botânica: Annonaceae

 

Origem: Brasil

 Cultivando

 

 O araticunzeiro apresenta problemas com a baixa taxa de frutificação, necessitando serem melhor estudadas as suas causas, visando seu aproveitamento econômico.

 

 Deve-se principalmente ao ambiente de ocorrência, a variabilidade sobre o número de indivíduos encontrados. Em Cuiabá, MT, as densidades variam de 6 indivíduos/ha numa área menos fértil a 48 indivíduos/ha em outra mais fértil.

 Com relação ao comportamento da espécie, houve baixíssima sobrevivência em plantio puro (15%) e baixa quando consorciada (40%). A altura das plantas foi superior no plantio puro, sendo observada floração de plantas de araticum a partir dos 4 anos no plantio puro e dos 5 anos na área consorciada.

 

 

 PROPAGAÇÃO

 O araticum é uma espécie predominantemente alógama, de modo que as plantas oriundas de sementes segregam e não reproduzem o fenótipo da planta mãe. Mesmo assim , o uso de sementes é necessária para a obtenção de mudas ou para a formação de porta-enxertos.

  • GERMINAÇÃO

 A semente germina com dificuldade, havendo longo período de dormência, sendo que em areia, o início da germinação ocorreu entre 237 a 292 dias. O embrião é muito pequeno, medindo 2 mm de comprimento e delicado. Parece ser essa a causa da dormência da semente, pois o embrião precisa primeiro construir seus órgãos para depois germinar, não havendo, na realidade, nenhum bloqueio à germinação. As sementes não conseguem germinar no cerrado, pois não toleram o meio seco, levando de 8 a 10 dias em solo úmido. A germinação em condições de campo teve início aos 75 dias e prosseguiu até os 392 dias, sendo bastante irregular, com cerca de 42% de germinação. Um período médio de 25 dias e índices médios de 60% de germinação foram obtidos. Esse comportamento parece estar ligado ao período de dispersão da espécie, que, ocorrendo no final da época chuvosa, as sementes se mantêm dormentes até o final da seca e início da época chuvosa seguinte, para, a partir daí, ter condições de germinação no seu ambiente natural.

  Se por um lado, a dormência é vantajosa para a sobrevivência das espécies em condições naturais, uma vez que ela distribui a germinação ao longo do tempo ou permite que a germinação ocorra somente quando as condições forem favoráveis à sobrevivência das plântulas, ela é frequentemente prejudicial à atividade de viveiro, onde se deseja a germinação de uma grande quantidade de sementes em um curto período de tempo.

 

 A solução para quebrar a dormência das sementes parece estar no uso de reguladores vegetais, pois utilizando ácido giberélico (GA3), nas doses de 500, 1000 e 2000 ppm, em associação com períodos de embebição (0, 3 e 6 dias), foi conseguido antecipação da germinação para 36 dias. Foi verificado efeito do período de embebidação e da concentração utilizada sobre a germinação, sendo significativos, havendo aumento da germinação com o aumento da concentração de GA3 e do período de embebidação. Nos tratamentos sem GA3 não houve germinação, mostrando que a dormência deve-se à falta de giberelina.

 

  • TÉCNICAS DE ENXERTIA

 Devido à alta variabilidade genética dos araticunzeiros nativos, o plantio por sementes pode originar cultivos desuniformes, com plantas de características agronômicas bem diferentes. A enxertia promove uniformidade nas características das plantas, frutos, bem como no desenvolvimento e produtividade. A técnica de enxertia parece ser a mais indicada para a propagação e formação de mudas de araticum. Estudos realizados na EMBRAPA – CPAC em Planaltina, DF, demonstraram sucesso inicial para algumas fruteiras nativas do cerrado, inclusive o araticum, onde trabalhos com enxertia do tipo garfagem à inglesa simples, mostraram índices de pegamento superiores a 80%.

 Os garfos devem ser provenientes de plantas sadias e sem ataque de broca, pois ao contrário, possuem sua parte interna oca. Devem ser selecionados de ponteiras com tecido jovem em crescimento e desfolhados. Uma semana após a retirada das folhas, garfos com 8 a 12 cm de comprimento e com diâmetro semelhante a um lápis, são retirados e devem ser levados o mais rápido possível para a operação de enxertia em porta-enxertos (cavalinhos), com diâmetro compatível ao garfo.

 A enxertia é do tipo garfagem lateral ou inglês simples, fazendo-se um corte em bisel de cerca de 4 cm na ponta do porta-enxerto e na base do garfo. O ângulo de inclinação do corte deve ser o mesmo em ambos, para que a região de contato fique bem unida e assim promover o pegamento do enxerto. Após o encaixe do garfo com o porta-enxerto, amarra-se com fita plástica. A enxertia pode ser feita de outubro a abril.

 

 

 

 FORMAÇÃO DO POMAR

 

 Quando enxertadas, o plantio deve ser feito em campo somente após a brotação das mudas (no início da estação chuvosa), devendo apresentar as folhas maduras e procedendo uma irrigação para proporcionar melhor pegamento.

 

 O araticunzeiro requer solos profundos, bem drenados, não é exigente em fertilidade de solo e tolera os solos ácidos da região do Cerrado.

 O espaçamento recomendado é de 5 a 7 metros entre linhas e de 5 a 7 metros entre plantas, para mudas não enxertadas, reduzindo-se o espaçamento se as mudas forem provenientes de enxerto.

 A fertilidade de solos pobres não corrigidos anteriormente pode ser incrementada pela adição na cova, no momento do plantio, de 100 g de calcário dolomítico (PRNT=100%), 250 g de superfosfato simples, 10 g de cloreto de potássio, 10 g de sulfato de zinco, 4 g de sulfato de cobre e de sulfato de manganês, 1 g de bórax e 0,1 g de molibidato de amônio. Após o plantio, recomenda-se três adubações de cobertura com 25 g de sulfato de amônio e 10 g de cloreto de potássio por cova, a cada 40 dias, até o final do período chuvoso.

 Em solos de baixa fertilidade, recomenda-se adubações anuais, a partir do primeiro ano com a dose de 150 g da fórmula 10-10-10 e aumentando gradativamente para 300, 450, 600 e 750 g.  A formulação deve ser acrescentada de sulfatos de zinco, cobre e manganês em doses equivalentes a 5, 2,5 e 2,5% da fórmula, respectivamente, parcelando as doses anuais em três aplicações de cobertura, durante o período chuvoso.

 PRAGAS:

 

   Broca-do-Fruto:

 Cerconota anonella (Sepp. 1830), Lepidoptera: Stenomatidae

 

 O adulto é uma mariposa de aproximadamente 25 mm de envergadura, possuindo coloração branco-acinzentada, com reflexos prateados.

 A mariposa efetua a postura sobre as flores e frutos, cuja larva ataca frutos verdes e maduros, raspando-lhes a epiderme e penetrando na polpa, da qual se alimenta, destruindo até as sementes, promovendo galerias que posteriormente serão invadidas por patógenos. O sintoma característico é o enegrecimento dos frutos, tornando-os imprestáveis para o consumo. Os frutos, quando completamente enegrecidos, caem ao chão quando as larvas já se encontram no estágio de pupa. É a principal praga do araticum, sendo considerada uma das pragas mais importantes da gravioleira.

 Broca-da-Semente:

 Bephratelloides pomorum (Bondar, 1928), Hymenoptera: Eurytomidae

 

 O adulto é uma vespa com cerca de 0,6 mm de comprimento. Suas asas são de cor branco-transparente, com uma lista preta transversal.

 A vespa deposita seus ovos sob a epiderme dos frutos. As larvas desenvolvem-se no interior das sementes, dentro dos frutos e fazem galerias na polpa, completando seu desenvolvimento e destruindo-as completamente. Os adultos, ao emergirem, constroem orifícios na extremidade da semente, perfurando a polpa em direção à casca quando o fruto ainda está verde e emergem do fruto através de uma perfuração na casca. O sintoma característico do ataque desta broca é a presença de pequenos orifícios localizados na base dos acúleos e distribuídos por todo o fruto.  Ocorre também em graviola.

 

  

 Broca-do-Tronco:

 Cratosomus bombina bombina (Fabricius), Coleoptera: Curculionidae

 

 O adulto é um besouro de formato convexo, medindo cerca de 22 mm de comprimento por 11 mm de largura. Possui coloração entre preta e cinza-escura, com faixas amarelas transversais no tórax e nos élitros.

 A larva recém eclodida penetra no ramo, migrando em direção ao tronco, formando grandes galerias no cerne da planta e causando secamento dos ramos, ocasionando redução na produção. Ocorre também em graviola, apresentando os mesmos sintomas e danos.

 Gonodonta nutrix., Lepidoptera: Noctuidae

 O adulto é uma mariposa de cor cinza-escura, medindo de 2,5 a 3 cm de envergadura, possuindo manchas amareladas ou alaranjadas na base das asas posteriores. As lagartas são de cor cinza-escura tendendo ao preto, possuindo ao longo do dorso e dos lados pontuações contínuas que variam de vermelho pouco intenso para amarelo. O tamanho varia de 3 a 3,5 cm de comprimento. As lagartas alimentam-se das folhas.

 Saissetia nigra (Nietner, 1861), Homoptera: Coccidae.

 São cochonilhas que sugam a seiva e promovem o secamento das folhas.

 Spermologus funereus (Pascoe, 1871), Coleoptera: Curculionidae.

 Cria-se nas sementes, inviabilizando-as.

 Eurypages pennatus, Coleoptera: Curculionidae

 Foi encontrado ocorrendo em fruto imaturo.

 Broca-da-Flor:

 Coleoptera: Scarabaeidae

 Perfura a flor, causando sua queda.

 

 

 Lagarta das Folhas do Araticum:

 Lepidoptera

 A lagarta tem hábito de unir os bordos das folhas ou sobrepor duas folhas, ficando inseridas entre estas, onde tece uma teia fina e esbranquiçada. Alimenta-se raspando o tecido necrosado das folhas que secam progressivamente.

 

 DOENÇAS:

 

 Podridão de Raízes

 Foi detectada a presença do fungo Cylindrocladium spp., principalmente C. clavatum, nas raízes de algumas espécies nativas do cerrado, inclusive A. crassiflora e espécies exóticas, causando alto índice de mortalidade. Os sintomas são caracterizados inicialmente pelo aparecimento de pequenas lesões escuras no coleto, que progridem em direção às raízes, causando podridão das mesmas. Como conseqüência, a planta tem seu crescimento paralisado, torna-se amarelecida, murcha e seca.

 

 Antracnose

 A antracnose (Colletotrichum gleosporioides) ataca as folhas em mudas no viveiro.

 Cercosporiose

 Foi verificada em Annona crassiflora a presença do fungo Cercospora annonifolii.

 

 SOLOS E NUTRIÇÃO

 

 O araticum possui ampla dispersão nos solos de Goiás. A copa possui forma colunar possivelmente por influência da competição por luz. Em levantamento feito em Goiás, foi verificado que o araticum ocorre em maior densidade nos Latossolos Vermelho Amarelo. A espécie tende a ocorrer em solos que apresentam valor médio de potássio, cálcio, magnésio e zinco. A densidade do araticum é reduzida com o aumento do cálcio foliar.

 Em Paraopeba (MG) a A. crassiflora ocorre mais nos Latossolos Vermelho Escuro e Vermelho Amarelo argiloso, quando comparado com o Latossolo Amarelo argiloso.

 Foram encontrados os seguintes valores para a fertilidade do solo, onde ocorre naturalmente o araticunzeiro vegetando nos cerrados de Goiás: P (mg.dm-3) = 0,4; K (cmolc.dm-3) = 0,066; Ca (cmolc.dm-3) = 0,2; Mg (cmolc.dm-3) = 0,3; Al (cmolc.dm-3) = 0,4; M.O. (g.dm-3) = 38; pH (água) = 4,8; micros em (mg.dm-3), sendo, B = 0,25; Cu = 1,7; Fé = 53,4; Mn = 11,8; Zn = 0,7.

 Os teores foliares obtidos em araticum estão, na maioria dos casos, próximos aos níveis considerados como adequados para muitas espécies fruteiras cultivadas. Atenção e ressalva à capacidade destas espécies fruteiras em explorar uma área muito grande de solo de Cerrado, tanto no sentido horizontal e principalmente no sentido vertical, em profundidade. Esse comprometimento ressalta a habilidade destas plantas em se estabelecerem em solos com baixíssimas concentrações de nutrientes e de forma marcante, apresentar teores de nutrientes foliares próximos aos considerados normais.

 Outro fato a ser considerado é que muitas das espécies frutíferas nativas do cerrado, inclusive o araticum, trocam de folhas, florescem e frutificam em plena estação seca ou no início da estação chuvosa, mas com o solo ainda com elevado déficit hídrico. As áreas onde ocorreram o araticum tenderam, em todas as profundidades de solo analisadas, a apresentar teores de Ca, Mg, K e Zn menores que nas áreas onde não ocorrem esta espécie. Ou seja, as áreas de ocorrência de A. crassiflora são notavelmente mais pobres nestes nutrientes que nas áreas onde esta espécie não ocorre. O araticum prefere situar em solos que dispõem de quantidades em termos químicos com relação aos nutrientes citados e também em solos com um nível menor de alumínio.

 

 COLHEITA

 

 Os frutos podem ser coletados no chão, porém são altamente perecíveis nesta fase. O forte aroma característico que o fruto exala, indica a certa distância a presença de araticum maduro no local. O fruto também pode ser coletado “de vez” na árvore, mas é necessário que haja pequenos sinais de abertura na casca. Com relação à qualidade da polpa, distinguem-se dois tipos de frutos: o araticum de polpa rósea, mais doce e macio e o araticum de polpa amarela, não muito macio e um pouco ácido.

 

 Os frutos de coloração de polpa amarela são predominantes, enquanto aqueles de coloração rosada, intermediária. Também é citada a ocorrência de frutos com coloração de polpa branca, havendo porém, pequena produção destes. Dessa citação, pode-se concluir que há diferentes progênies existentes no ambiente de ocorrência do araticum e que por isso deve ser realizada uma seleção de plantas com características agronômicas superiores, sendo propagadas de forma assexuada para manter as características.

 A produção inicia-se a partir do quarto ano após o plantio, podendo ser antecipada para o segundo ou terceiro ano se as mudas forem enxertadas. A produção é irregular e em média uma planta em condições naturais produz de 5 a 30 frutos com peso entre 500 a 4500 g. Um fruto apresenta em média de 60 a 130 sementes, apresentando um peso de 300 g/100 sementes.

 Araticum-do-Cerrado ou Marolo

 

Nome científico: Annona crassiflora Achott

 

Família botânica: Annonaceae

 

Origem: Brasil

Conheça  o Araticum

 

 

 Fruto: Tipo drupa, reunidos em infrutescências globosas ou alongadas, com as sementes presas a uma polpa branca, aquosa e mole.

 

 Frutificação: Final do verão

 

 Propagação: Semente

 Parecida com uma pinha, porém, de casca mais dura e rugosa, de  cor  verde  e  marrom,  quando  madura,  o  marolo  (Annona crasiflora Mart.) é uma fruta típica do cerrado brasileiro.

 O fruto pesa de 0,5 kg a 4,5 kg, contendo de 60 a 190 gomos, possuindo,  geralmente,  uma  semente  dentro.  Chamada  também  de araticum  ou  cabeça-de-nego, sua polpa varia do branco ao amarelo e vermelho, sendo o último,  com  sabor  e  cheiro mais  acentuados.  Pode  ser consumida ao natural e usada também  no  preparo  de  sorvetes,  doces,  geleias,  licores, bombons,  iogurte  ou  como ingrediente  em  receitas  com carnes  e  peixes.

 

 Sua  árvore tem de 4 a 8 metros de altura. Mas é a sazonalidade a característica mais marcante deste fruto, segundo o professor da  Universidade  Federal  de Alfenas (Unifal), Marcelo Rezende. As frutas são colhidas apenas entre fevereiro e abril. Em média, uma planta adulta produz de 5 a  20  frutos,  mas  há  casos  de  produzir  até  40  frutos.  Ela  é potencializada quando a árvore é cultivada em regiões quentes, de baixa precipitação pluviométrica e estação seca bem definida.

 A produção de frutos só começa após o quarto ano de plantio.

  

 Qualidade da Polpa

 

 Com relação à qualidade da polpa, existem dois tipos de frutos: o araticum de polpa rosada, mais doce e mais macio, e o de polpa amarelada, não muito macio e um pouco ácido. Em ambos os casos, o processo de obtenção de polpa são semelhantes e de pouco rendimento.

Composição Nutricional

 

 O araticum apresenta teores de vitaminas do complexo B, tais como as vitaminas B1 e B2, equivalentes ou superiores aos encontrados em frutas como o abacate, a banana e a goiaba, que são  consideradas como boas fontes destas vitaminas.

 

 O araticum é uma boa fonte de ácidos graxos, onde 80% são monoinsaturados, 16% saturados e 4% poliinsaturados (o linolênico).

 

 É também uma fonte rica de carotenoides, pró vitamina A.

                  Informação Nutricional do Araticum

               Componentes - 100 g de Araticum contem:

                           Energia   69 calorias

                           Proteínas 2,8 g

                           Gorduras 0 g

                           Carboidratos 14,24 g

                           Fibras     2,4 g

                           Vitamina A (retinol) 1 mcg

                           Vitamina B1 63 mcg

                           Vitamina B2 167 mcg

                           Vitamina B3 1,28 mg

                           Vitamina B6 0,2 mg

                           Vitamina C 28,1 mg

                           Cálcio     27 mg

                           Fósforo   46 mg

      Os Benefícios do Araticum

 

 O araticum é uma das frutas que apresenta grande índice de aproveitamento culinário. Além do consumo in natura, são inúmeras as receitas de doces e bebidas que levam o sabor forte de sua polpa como: batidas, licores, refrescos, bolachas, bolos, sorvetes, cremes, geleias, gelatinas, compotas, quindim, docinhos, doces de coco, doces de leite, etc.

 

 Sorveterias de Brasília e Goiânia, em suas épocas, produzem sorvetes e picolés de araticum. A espécie contribui para as economias informal e formal, durante seu período de frutificação, e também fora dele.

 

 Araticum é vendido em feira livre, em média de 5 a 10 reais por unidade, conforme o tamanho. É encontrado também em beira de estrada na época de frutificação, que varia de dezembro a abril.

 

 ► É Indicada para verminoses, reumatismo, cólicas, disenteria.

 

 ► Tem Propriedades antiinflamatórias e anti-reumáticas.

 

 ► As Partes mais usadas são folhas, frutos e sementes.

 

 ► Na medicina popular, a infusão das folhas e das sementes pulverizadas servem para combater a diarreia e induzir a menstruação.