Confira algumas Espécies:
Anastrepha fraterculus
Anastrepha Oblíqua
Veja algumas diferenças entre as espécies de moscas da fruta:

  Os adultos de Anastrepha fraterculus possuem corpo de coloração amarela com asas transparentes, apresentando duas manchas características, uma em forma de "S" na parte central e uma em "V" invertido no ápice. As fêmeas apresentam na porção posterior do abdome um ovipositor . Após a emergência, as fêmeas necessitam ingerir alimentos proteicos para completarem o desenvolvimento dos ovários levando de quatro a sete dias para atingir a maturidade sexual, quando ficam aptas ao acasalamento. Após a fertilização, as fêmeas iniciam a oviposição no interior dos frutos podendo ovipositar mais de uma vez num mesmo fruto. No pêssego, a oviposição ocorre somente a partir do inchamento dos frutos, cerca de 25 a 30 dias antes do ponto de colheita. Cada fêmea oviposita em média 400 ovos.    A duração do ciclo biológico de A. fraterculus é dependente principalmente da temperatura e planta hospedeira, prolongando-se em épocas ou regiões com baixas temperaturas.

O controle da Mosca-das-frutas pode ser preventivo, no qual se procura eliminar o inseto adulto, evitando que ocorra a postura dos ovos e; curativo, no qual se eliminam os ovos e as larvas no interior das frutas.

 

 Controle Preventivo - o controle preventivo pode ser realizado de diversas formas, porém as mais utilizadas e fáceis de serem executadas são:

 

 a) Ensacamento das frutas - esta operação consiste em ensacar os frutas individualmente, quando os mesmos encontram-se ainda em estágio inicial de desenvolvimento ou em estágios em que as moscas ainda não possam fazer a postura, o que geralmente ocorre devido à consistência das paredes externas das frutas. É um método muito trabalhoso e, por isso, restrito a pequenos pomares ou plantas de fundo de quintal. Recomenda-se utilizar saquinhos de papel encerado e de tamanho variável com o tamanho das frutas por ocasião da colheita.

 b) Eliminação de frutas silvestres, próximos ao pomar, que possam servir de hospedeiros para as moscas. Esta medida não controla as moscas, porém pode diminuir sensivelmente a população, diminuindo, com isso, o número de moscas que atacarão os frutas do pomar.

 c) Eliminar as frutas temporonas, frutas bichadas ou caídas no chão, enterrando-as ou colocando-as em locais com água corrente.

 d) Químico: O método mais comum é a aplicação de iscas inseticidas, compostas por uma mistura de 5 litros de melaço ou 5 kg de açúcar mascavo ou 500 ml de proteína hidrolisada, mais inseticida (600 g de malathion ou 200 g de triclorfon) em 100 litros de água . A pulverização quinzenal deve cobrir a planta somente de um lado desta, de forma que cada entrelinha da cultura fique com uma parte pulverizada . É importante que a pulverização seja feita no período matinal, antes do início da abertura das flores, pois é sabido que muitos frutos tem sua produção estreitamente relacionada com a eficiência dos polinizadores e essa medida visa protegê-los dos inseticidas.

 e) O monitoramento é feito com frascos tipo Valenciano ou MacPhail ou outros tipos de armadilhas e suco de uva ou proteína hidrolizada na proporção de 2 frascos por hectare de pomar .

 f) Inimigos naturais - A Anastrepha fraterculus apresenta alguns inimigos naturais, como Ganaspis carvalhoi, Odosema anastrephae, Pseudocoila brasiliensis, Trichopria anastrephae, Belonuchus rufipennis e o coleópteros pertencentes à família Staphilinidae.  
 

 g) Uma outra maneira de se evitar uma grande infestação de moscas é a utilização de cultivares de maturação mais precoce, onde as frutas amadurecem antes do pico populacional das moscas.

Fruto atacado pela mosca da fruta
Armadilha para mosca da fruta
Armadilha cheia de moscas

 Controle Curativo - Consiste em pulverizações em cobertura de todo o pomar, utilizando-se um inseticida que apresente ação de profundidade e fumigação. O início da aplicação deve ser em torno de 30 dias antes do início da maturação das frutas, sendo que o espaçamento entre as aplicações é variável com o intervalo de segurança de cada inseticida utilizado.    Geralmente a utilização de apenas um método de controle não é suficiente, portanto recomenda-se a utilização de sistemas integrados para evitar os danos causados pelas moscas das frutas.

Hospedeiros

 

   Podem ocorrer durante todo o ano, devido a diversidade de frutíferas que atacam (sucessão de hospedeiros – passam de uma frutífera para outra à medida que as mesmas produzem frutos.


  Exemplos de culturas frutíferas atacadas: Abacateiro, ameixeira, araçazeiro, cafeeiro, caquizeiro, citros, goiabeira, macieira, nespereira,  pereira, pessegueiro, pitangueira, tomateiro, videira.

  A mosca-das-frutas é uma das principais pragas, não só do pessegueiro, mas da maioria das plantas frutíferas. As principais espécies são a Anastrepha Fraterculus e a Anastrepha Oblíqua.
 

  As moscas adultas não causam danos às frutas, porém realizam a postura dos ovos, dos quais, depois de alguns dias, eclodem as larvas que se alimentam da polpa das frutas, tornando-os impróprios para o consumo. Além do dano causado pela larva, o orifício deixado na fruta, por ocasião da ovoposição, é uma porta para a entrada de fungos que causam apodrecimento dos mesmo . Em maçãs, a picada da mosca causa morte das células adjacentes, como as células circunvizinhas não sofrem o efeito continuam a crescer, causando deformação do tecido.

Quando a postura é feita em frutas verde, não ocorre desenvolvimento das larvas, porém ocorrem, próximo ao local da picada, modificações na estrutura do tecido, denominada de “mancha de cortiça”. O ataque intenso de moscas causa a queda prematura das frutas e o prejuízo pode ser total.

  Estima-se redução na produção de 30 a 50% onde há ataque da praga. Os pomares próximos a cafezais são mais suscetíveis ao ataque da mosca-do-mediterrâneo, que migra para os pomares de laranja, após a safra do café. 

  No estado de São Paulo, a C. capitata ataca principalmente as variedades Pera, Valência, Natal e Murcott, nas regiões de Araraquara, São José do Rio Preto, Bebedouro e Presidente Prudente, de julho a novembro. 

  A mosca A. fraterculus infesta as variedades Lima, Hamlin, Bahia, Cravo,  Ponkan, Natal, Valência, Pera e Murcott nas regiões de Limeira, Conchal, Campinas, Jundiaí, Atibaia e Nazaré Paulista.
 

Identificação

  A mosca sul americana (A.fraterculus) tem coloração predominantemente amarelada e mede cerca de 6,5 mm de comprimento. Nas asas, há três faixas, em S e em V invertido, que facilitam o seu reconhecimento. É a espécie que atinge o maior número de frutíferas no Brasil, tendo sido registrada em 68 espécies.

 

 A mosca-do-mediterrâneo (A.capitata) tem o tórax negro com manchas esbranquiçadas e escutelo dilatado, negro e brilhante, com estreita faixa amarela na base, e asas com pontos negros na metade. Em todo o mundo, está associada a 374 espécies de frutíferas. No Brasil, desenvolve-se em 58 espécies de hospedeiros.

Confira as diferenças nas fotos no final da página.


 

 

Ciclo de Vida

 Os machos formam agregações nas folhas, em razão da sua atração pelo feromônio produzido por outros machos, que auxilia na localização e seleção dos casais. As fêmeas apresentam um período de pré-oviposição, quando consomem alimentos ricos em proteína, que dura entre 15 e 35 dias. A oviposição é influenciada pela temperatura, luminosidade e pelas características do fruto (estágio de amadurecimento, forma, tamanho e características da casca). Quando as larvas estão totalmente desenvolvidas, abandonam o fruto e pupam no solo. O período de incubação leva de dois a três dias, o larval de 10 a 15 dias; o pupal, de 13 a 17 dias. Um adulto pode viver até 180 dias.